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As mudanças climáticas ajudaram a alimentar os incêndios florestais de Los Angeles?

Com o aquecimento do planeta, os padrões de precipitação estão se tornando mais irregulares em diversas partes do mundo

Por Ernesto Neves 10 jan 2025, 14h06 • Atualizado em 10 jan 2025, 14h10
  • Incêndios florestais no sul da Califórnia, sobretudo na região metropolitana de Los Angeles, estão devastando a região, com a queima de milhares de hectares e a destruição de ao menos 6.000 construções, além de deixar 10 mortos.

    Especialistas afirmam que o aquecimento global tenha criado as condições perfeitas para a eclosão do megaincêndio.

    Com o aquecimento do planeta, os padrões de precipitação estão se tornando mais irregulares em diversas partes do mundo, alternando períodos de muita chuva com períodos de seca severa.

    Esse fenômeno, conhecido como “chicote climático”, aumenta o risco de incêndios florestais na Califórnia, segundo Daniel Swain, cientista climático da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA)

    No ano passado, Los Angeles registrou chuvas recordes, que estimularam o crescimento de gramíneas e arbustos. Porém, neste inverno, a cidade recebeu apenas uma fração da precipitação esperada, deixando a vegetação densa completamente seca.

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    Diante dessa situação árida, autoridades federais emitiram alertas sobre o “alto potencial de incêndios” na região.

    Além disso, ventos de Santa Ana, excepcionalmente fortes nesta temporada, estão agravando o problema.

    Esses ventos quentes e secos sopram das montanhas em direção ao oceano durante os meses de inverno. Embora não haja evidências de que o aquecimento global tenha tornado os ventos mais intensos, Swain explica que a mudança climática está prolongando a estação seca na Califórnia até o início do inverno, justamente quando os ventos de Santa Ana costumam ocorrer.

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    “Esse é o principal vínculo entre a mudança climática e os incêndios florestais no sul da Califórnia”, afirma o cientista.

    As perspectivas para os próximos meses são preocupantes, já que as condições de seca que devem persistir. Na quinta-feira, autoridades meteorológicas dos EUA confirmaram que o Pacífico entrou na fase La Niña, fenômeno que normalmente traz clima mais seco para a Califórnia.

    Enquanto isso, na sexta-feira, autoridades meteorológicas europeias anunciaram que 2024 foi o ano mais quente já registrado, o primeiro a ultrapassar 1,5°C acima dos níveis da era pré-industrial.

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    Embora ainda seja cedo para determinar se o mundo ultrapassou oficialmente a meta de 1,5°C do Acordo de Paris — que será avaliada com base em médias de temperatura ao longo de vários anos —, o aumento recorde da temperatura está gerando alarme.

    “Todos os anos da última década estão entre os 10 mais quentes já registrados”, afirma Samantha Burgess, do serviço meteorológico europeu. “Estamos agora à beira de ultrapassar o limite de 1,5°C estabelecido no Acordo de Paris.”

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