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As cenas espetaculares do incansável vulcão havaiano

Kilauea volta à atividade com a produção de lavas que jorram a uma altura equivalente a um prédio de 90 andares

Por Valéria França Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 jan 2026, 12h37 • Atualizado em 25 jan 2026, 12h38
  • O Havaí, nos Estados Unidos, é conhecido por abrigar alguns dos vulcões mais ativos do mundo. Entre eles está o Kilauea, nome havaiano, que significa “cuspido” ou “espalhado”. Em atividade quase contínua desde 1850, tornou-se também um ponto turístico, com hotéis e infraestrutura voltados à observação de uma das manifestações mais impressionantes do poder da natureza. Desde 12 de janeiro, o incansável vulcão voltou a apresentar atividade, dando início ao seu 40º episódio eruptivo. Neste fim de semana, porém, as colunas de lava atingiram alturas surpreendentes, chegando a 400 metros, o equivalente a um prédio de noventa andares, segundo o Observatório de Vulcões do Havaí – com temperaturas que alcançam 1.150 graus Celsius.

    O hotel e restaurante mais famoso da região é o Volcano House, o único localizado dentro dos limites do Parque Nacional dos Vulcões do Havaí. O Kilauea possui uma grande caldeira em forma de cúpula, com cerca de 4 por 3,2 quilômetros, paredes que chegam a 120 metros de altura e duas zonas ativas — uma com aproximadamente 125 quilômetros de extensão a leste e outra de 35 quilômetros a oeste. Na borda da caldeira foi construído um deck, considerado o melhor ponto de observação turística da atividade vulcânica.

    A visita é segura?

    Do ponto de vista geológico, o Kilauea é um vulcão efusivo, caracterizado por erupções dominadas pela emissão de lava fluida, geralmente basáltica, com baixa viscosidade e baixo teor de sílica (entre 45% e 55%). Essa característica permite que o magma se espalhe facilmente pela superfície, formando extensos campos de lava, em vez de gerar explosões violentas. Trata-se de um típico vulcão-escudo, com erupções frequentes, porém relativamente previsíveis. O cenário é radicalmente distinto do Vesúvio, na Itália, um estratovulcão explosivo, de lava mais viscosa e rica em sílica, capaz de produzir erupções plinianas devastadoras. Foi esse tipo de explosão que, em 79 d.C., destruiu Pompeia e outras cidades romanas, soterradas por cinzas e fluxos piroclásticos — um lembrete de que nem toda paisagem vulcânica espetacular é, necessariamente, segura.

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