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VEJA 55 ANOS

O que é ser gay no Brasil

Mais de três décadas atrás, VEJA abordava em sua capa a homossexualidade e trazia um levantamento exclusivo. Estamos longe de nos livrar do preconceito, mas evoluímos a uma marca histórica de 11 mil casamentos homoafetivos oficializados em 2022

Por Natália Hinoue Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 mar 2024, 14h00
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TBT 12 DE MAIO DE 1993 | “Ele me perguntava como que eu podia ser lésbica se usava batom e era feminina”. Há mais de 30 anos VEJA abordava em sua capa a homossexualidade e trazia um levantamento exclusivo.

“Mônica acordou ao lado de uma colega e largou o noivo com os orçamentos da mobília. “Não era ruim transar com meu namorado”, explica. “Mas com as mulheres eu tenho uma relação de cumplicidade.” O pai, quando descobriu, expulsou-a de casa”, iniciava a reportagem que trazia uma pesquisa do Ibope sobre a convivência dos brasileiros com os homossexuais.

“A pesquisa, publicada por VEJA com exclusividade, ouviu 2000 pessoas no país inteiro. Informa que 36% dos brasileiros não dariam emprego a uma pessoa – mesmo sabendo que mais qualificada profissionalmente para cargo – se soubessem que se trata de um homossexual. Também diz que 56% seriam capazes de se afastar de um colega na mesma condição. Segundo Ibope, 45% seriam capazes de mudar de médico por esse motivo”, continuava o texto.

Trinta e um anos depois, não nos livramos do preconceito, mas evoluímos a uma marca histórica de casamentos homoafetivos. Segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira, 27, o Brasil chegou a um recorde de 11 mil uniões oficializadas em 2022, sendo cerca de 60% celebrados entre cônjuges mulheres. A soma representa um avanço de 20% das uniões entre pessoas do mesmo sexo em relação ao ano anterior.

Apesar da marca histórica, as Estatísticas do Registro Civil indicam que as uniões homoafetivas ainda representam uma parcela ínfima de 1% dos 970 mil casamentos civis registrados naquele ano em todo o país — uma alta de 4% em comparação a 2021. Somente em 2013, o CNJ determinou que os cartórios são obrigados a oficializar uniões entre parceiros do mesmo sexo.

Todas as quintas-feiras você, leitor, poderá conferir uma edição antiga no nosso #TBT e ainda consultá-la na íntegra na home do nosso site.

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