Prisão de Canella será explorada pela campanha de Lula e atrapalha planos de Flávio na Baixada Fluminense
Político foi pré-candidato ao Senado com apoio de Flávio e teria Rogéria Bolsonaro, mãe do presidenciável, como suplente
A prisão de Márcio Canella (União Brasil) será explorada pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno e cria um obstáculo aos planos de Flávio Bolsonaro (PL) na Baixada Fluminense. Canella e o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, apoiariam o senador e iriam compor a força de atuação da candidatura na região.
Ex-prefeito de Belford Roxo, Canella foi preso nesta quinta-feira, na oitava fase da Operação Unha e Carne, que investiga uma organização criminosa suspeita de utilizar postos de combustíveis para lavar dinheiro. A prisão preventiva foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
A participação de Canella na mobilização regional estava associada à sua base eleitoral e à parceria com Rueda, eleito deputado federal pelo Rio em dobradinha com ele. A prisão compromete a atuação de um dos aliados com os quais Flávio contaria para buscar votos na Baixada na reta final da disputa presidencial.
Para a campanha de Lula, o episódio abre espaço para questionar as alianças do adversário no estado. A proximidade entre Canella e a família Bolsonaro já havia aparecido na montagem das candidaturas: antes de disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa, o político foi pré-candidato ao Senado com apoio de Flávio e teria Rogéria Bolsonaro, mãe do presidenciável, como suplente.







