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Erros médicos estão mais frequentes, diz pesquisa

Estudo listou incidentes entre 2002 e 2008. Há casos de pacientes que tiveram o lado errado do cérebro operado e órgãos saudáveis retirados

No caso mais grave relatado, um dreno de tórax foi inserido no pulmão errado – o que estava saudável – e este entrou em colapso, matando o paciente.

Apesar da exigência de que os hospitais tenham um conjunto padrão de procedimentos para evitar erros cirúrgicos, como operar o paciente errado, ou a parte errada do corpo, esse tipo de erro continua acontecendo com uma frequência alta demais, segundo pesquisadores.

No caso mais grave relatado, um dreno de tórax foi inserido no pulmão errado – o que estava saudável – e este entrou em colapso, matando o paciente. Em outros casos, cirurgiões removeram um ovário saudável, operaram o lado errado do cérebro, juntaram a vértebra errada e realizaram procedimentos no olho errado, joelho, pé, cotovelo e mão.

O estudo dos pesquisadores, publicado em Archives of Surgery, foi baseado num banco de dados de seguradoras no Colorado que incluía 27.370 incidentes, relatados por seis mil médicos de 2002 a meados de 2008 (médicos em planos de saúde recebem incentivos para relatar rapidamente eventos adversos).

Parte errada do corpo – Cirurgiões relataram a realização de 25 operações – incluindo três prostatectomias – no paciente errado, além de 107 procedimentos em partes erradas do corpo. As confusões muitas vezes começam no consultório do clínico geral.

Estimativas passadas sugerem que esses erros ocorriam uma vez em cada 110 mil procedimentos, mas o principal autor do artigo, o Dr. Philip F. Stahel, afirmou que a incidência pode não ser tão espaçada – e pode até mesmo ter aumentado.

“Esses dados são revoltantes”, disse Stahel, diretor de ortopedia do Centro Médico de Denver. “Essas ocorrências são catastróficas e inaceitáveis. Elas foram denominadas ‘eventos do nunca’ – justamente porque nunca deveriam acontecer”.