PMDB entrega voto pró-Temer na CCJ

No parecer, assinado por nove deputados, peemedebistas se dizem convencidos de que presidente não cometeu crime de responsabilidade

O PMDB entregou nesta terça-feira um voto em separado para contrapor o relatório apresentado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara pelo deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), que votou pela admissibilidade da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB).

O documento afirma que, após amplo debate e a defesa de Temer feita pelo advogado Antonio Claudio Mariz de Oliveira na comissão, os deputados do PMDB estão convencidos de que o presidente não cometeu crime de corrupção passiva.

O parecer foi assinado por nove peemedebistas. A ideia inicial era que dezesseis dos dezoito deputados que fazem parte da comissão entre titulares e suplentes endossassem o documento, com exceção de Zveiter e do presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG).

Assinaram o voto em separado, além do líder do PMDB na Câmara, Baleia Rossi (SP), os deputados Alceu Moreira (RS), Daniel Vilela (GO), Soraya Santos (RJ), Carlos Marun (MS), Carlos Bezerra (MT), Darcísio Perondi (RS), Lelo Coimbra (ES) e Hildo Rocha (MA).

Um funcionário da liderança do PMDB tentou entregar o documento ainda nesta segunda-feira na CCJ, por volta das 22h, mas a secretaria da comissão não pôde receber o documento porque a sessão no plenário já havia sido encerrada.

Zveiter apresentou o seu parecer indicando que os demais deputados deveriam votar a favor do prosseguimento da denúncia. Para ele, “existem fortes indícios da prática delituosa” contra Temer e, por isso, o caso precisa ser melhor investigado no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo Rodrigo Pacheco, todos os votos em separado que forem apresentados serão acolhidos pela Comissão, por considerar que se trata de um direito do parlamentar. No entanto, nesse primeiro momento, só o relatório de Sergio Zveiter será votado. Se for derrotado, um deputado que apoiou a tese vencedora fica designado como relator e pode apresentar seu voto como um parecer, sendo encaminhado depois para o Plenário.

(Com Estadão Conteúdo e Agência Brasil)