Pacientes dividem histórias de doença contra fim do Obamacare

A hashtag #IAmAPreexistingCondition se tornou popular no Twitter após a aprovação da nova lei de saúde pública pela Câmara dos EUA

Após a aprovação pela Câmara de Representantes dos Estados Unidos do projeto de revogação da emblemática lei de saúde conhecida como Obamacare, centenas de pessoas que se opõem à decisão começaram a se manifestar no Twitter. A hashtag #IAmAPreexistingCondition (Eu sou uma condição pré-existente) se tornou popular e é uma forma de protesto contra a cláusula da nova legislação que impõe que pessoas com doenças pré-existentes podem pagar mais pelo seguro saúde.

Usando a hashtag, cidadãos americanos estão contando suas histórias pessoais de doenças e condições médicas pré-existentes, como asma, câncer e até mesmo doação de órgãos. “Sobrevivente de câncer de mama com asma e ansiedade”, escreveu uma usuária. “Doei meu rim para salvar a vida de um estranho”, tuítou Ari Sytner, um conhecido autor americano.

De acordo com a nova Lei Americana de Cuidados com a Saúde (AHCA), os cidadãos com condições pré-existentes serão colocados em um grupo de risco especial, financiado pelo governo. Especialistas acreditam que esses fundos podem acabar sendo subfinanciados, obrigando os pacientes apagarem mais pelo seu seguro saúde.

O senador democrata Sherrod Brown, de Ohio, postou uma lista das condições e doenças pré-existentes consideradas no AHCA como de risco. Foi aí que os usuários do Twitter se juntaram para tentar comover os republicanos com suas histórias pessoais.

A hashtag também conquistou muitos veteranos de guerra, que também serão prejudicados pela nova legislação. Um ex-soldado que serviu cinco vezes no Iraque e no Afeganistão contou como precisa de tratamento para as queimaduras deixadas em seu corpo pela guerra. Outros militares relataram sofrer de distúrbios de ansiedade causados pelos traumas vividos.

Essa foi a segunda tentativa dos líderes republicanos para aprovar a substituição do Obamacare. A primeira investida, no final de março, falhou por falta de apoio da própria base governista. O projeto de lei é apoiado por Donald Trump.

A minoria democrata da Câmara, formada por 193 deputados, se opôs totalmente ao projeto, que agora segue para debate no Senado.

Jimmy Kimmel

O debate sobre a nova legislação também foi esquentado pela declaração do apresentador e comediante americano Jimmy Kimmel, que contou ao vivo em seu programa detalhes sobre a saúde do filho recém-nascido. Segundo ele, o bebê nasceu com com um defeito cardíaco que exige cirurgia e tratamentos caríssimos.

“Em 2014, se alguém nascia com cardiopatias congênitas como ocorreu com meu filho, havia uma boa chance de não conseguir plano de saúde porque ela já tinha uma doença pré-existente”, afirmou Kimmel em referência a situação da saúde americana antes da implantação do Obamacare.

Para ele, a substituição do programa instaurado pelo ex-presidente Barack Obama pode ter consequências gravíssimas. “Se seu bebê vai morrer e não tem que ser assim, não deve importar quanto dinheiro você ganha. Acho que isso é algo em que estamos todos de acordo, sejamos republicanos, democratas ou outra coisa, certo?”, questionou.

Comentários

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  1. Éderson Rocha

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  2. Éderson Rocha

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