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Às vésperas das eleições, Trump Jr trocou mensagens com WikiLeaks

Filho do presidente americano divulgou em sua conta no Twitter as conversas com o site

Donald Trump Jr., filho mais velho do presidente dos Estados Unidos, divulgou na segunda-feira uma série de mensagens que trocou com o WikiLeaks, após a imprensa americana sugerir sua aliança com o site que expôs e-mails de Hillary Clinton durante a campanha presidencial de 2016. Donald Trump Jr. publicou a série “completa” das mensagens que trocou com o WikiLeaks via Twitter entre setembro de 2016 e julho passado, segundo o próprio.

Nas mensagens, iniciadas algumas semanas antes do resultado das eleições americanas, o WikiLeaks busca prover as informações da campanha de Trump e reforçar o impacto de suas publicações sobre Clinton. A conversa on-line inclui o envio de links com vazamentos sobre democratas, a sugestão para que Trump rejeitasse os resultados das eleições caso perdesse e até um pedido para que o presidente, então já eleito, indicasse Julian Assange, fundador do WikiLeaks, para ser embaixador dos Estados Unidos na Austrália.

O filho do atual presidente respondeu ao site em apenas três ocasiões, para agradecer a informação sobre uma página contra o pai, para realizar um comentário sobre Clinton e saber o que havia “por trás” dos vazamentos do WikiLeaks sobre a candidata democrata. Segundo o jornal Washington Post, duas fontes familiarizadas com a troca de mensagens disseram que, apesar de raramente responder, Trump Jr. utilizava as informações recebidas para alertar os conselheiros da campanha de seu pai.

Em 12 de outubro, o WikiLeaks enviou a Trump Jr. uma mensagem de agradecimento por seu pai mencionar a organização em seus tuítes e enviou um link com documentos hackeados do presidente da campanha de Hillary Clinton, John Podesta. Trump Jr. não respondeu, mas tanto ele quanto seu pai divulgaram o link em suas contas no Twitter mais tarde.

A mensagem mais reveladora é de 21 de outubro, quando o WikiLeaks pediu a Trump Jr. que permitisse ao site publicar documentos referentes às declarações fiscais de seu pai. A mensagem sugeria que essa seria uma ação positiva para “reforçar a percepção de imparcialidade” da organização e que “os vazamentos sobre a campanha de Clinton teriam muito mais impacto”. O empresário não respondeu.

No dia da eleição americana, 8 de novembro, a organização voltou a escrever sugerindo que, caso Donald Trump perdesse a eleição, deveria recusar o resultado e chamar atenção para uma possível “manipulação”.

Em dezembro, quando Trump já havia vencido, o WikiLeaks escreveu para pedir apoio na batalha legal de Assange contra os governos da Suíça, Reino Unido e Austrália. “Seria muito fácil e útil para o seu pai se ele sugerisse à Austrália apontar Assange como embaixador”, dizia a mensagem, segundo a revista The Atlantic, que teve acesso a documentos sobre a conversa online.

Logo após a publicação da revista, Assange também publicou que “não poderia confirmar a troca de mensagens, pois o WikiLeaks não mantinha suas conversas armazenadas”, e acusou o veículo de “editar e utilizar as mensagens fora do contexto. Em seguida, ele retuítou  a conversa divulgada por Trump Jr.

De acordo com o Washington Post, o advogado de Trump Jr. Alan Furtegas afirmou que as conversas do seu cliente com o WikiLeaks eram inocentes e que “ambos os lados, tanto de Trump quanto de Clinton, estavam monitorando a organização para saber quais seriam as próximas revelações”.

Esta não é a primeira situação controversa envolvendo o filho do presidente americano. Em junho de 2016, ele se encontrou com a advogada russa Natalia Veselnitskaya, que supostamente teria informações contra Hillary Clinton.

(com AFP)

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