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Antártica: a ciência que pode transformar a vida dos brasileiros

Em uma jornada marcada por cenas deslumbrantes, VEJA relata as investigações vitais de pesquisadores na região

Por Jennifer Ann Thomas, Da Redação 13 mar 2020, 06h30

Por que a Antártica, onde o Brasil reabriu recentemente sua estação científica, é vital para os estudos sobre mudanças climáticas, a fauna e a flora na Terra? VEJA enviou ao continente, para acompanhar a reinauguração da Estação Comandante Ferraz, laboratório de investigações científicas que fora consumido por um incêndio em 2012, a repórter Jennifer Ann Thomas e o repórter fotográfico Jonne Roriz. A bordo do navio polar Almirante Maximiano, da Marinha brasileira, numa jornada que levou cinco dias desde o embarque no Chile, eles relatam os desafios e as descobertas de pesquisadores na região.

A base se dedica a estudos que podem trazer efeitos práticos para a saúde pública. VEJA acompanhou, por exemplo, o trabalho do microbiologista Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais, cujo objetivo é avaliar fungos com potencial de propriedades úteis para a agricultura e diversas áreas, como alimentícia, farmacêutica e de aviação. Duas espécies já apresentaram bons resultados no combate contra a dengue e a doença de Chagas. São saltos extraordinários, promissores, que só não ganham a merecida relevância por brotarem do fim do mundo, ali aonde poucos desembarcam e prestam atenção (embora, ressalve-se, cruzeiros turísticos levem 40 000 visitantes, todos os anos, para a franja do gelo, a um custo mínimo de 10 000 dólares por excursão).

Valem os 415 milhões de reais dos cofres públicos para reanimar o cotidiano no frio? A resposta é um convincente sim. “Aqui é uma Ferrari da ciência”, compara o botânico Paulo Câmara, da Universidade de Brasília. As descobertas não cessam, e o vazio melancólico autoriza alguns de seus provisórios moradores a vislumbrar um futuro especial para a Antártica.

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