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“Vidro” é forte e não se quebra

Acompanhe a crítica da colunista Isabela Boscov sobre o novo longa de M. Night Shyamalan

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 jan 2019, 12h42 • Atualizado em 18 jan 2019, 12h44

É bom avisar que, se você não lembra mais de Corpo Fechado e não viu Fragmentado, o filme anterior de M. Night Shyamalan, vai perder o pé em Vidro. Mas, se está com o repertório em dia, então esta é a oportunidade de apreciar Shyamalan no que ele tem de melhor – o jeito estiloso e bem-composto de filmar, o controle do ritmo, a calma com que ele se detém no rosto de cada ator, em planos tão simétricos que dão certo nervoso (essa é a ideia, aliás). E vai encontrar uma novidade também: um humor brincalhão que, até aqui, havia escapado ao diretor.

O quase indestrutível David Dunn (Willis), o gênio maléfico Sr. Vidro (Jackson) e a Besta – uma das 23 personalidades do personagem de McAvoy – se veem presos juntos numa clínica, sob os cuidados de uma psiquiatra (Sarah Paulson) especializada em gente com síndrome de super-herói (“um estranho fenômeno contemporâneo”, diz a doutora). E começam a duvidar: serão mesmo especiais, ou só acreditam ser? Cheio de tiradas espirituosas e bem costurado até o desfecho (e olhe que não são poucos os filmes de Shyamalan que desalinhavam no final), Vidro termina do jeito certo: deixando a plateia com a sensação de que foi pouco, e torcendo por mais.

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