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Trem ultrarrápido de Elon Musk dá passo para sair do papel

O Hyperloop transformará uma viagem de 90 minutos em uma de 10. Eslováquia e República Tcheca assinam acordo para testá-lo

Por Jennifer Ann Thomas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
19 jan 2017, 18h30

Na quarta-feira, dia 18, a Hyperloop Transportation Technologies (HTT), empresa que desenvolve o sistema de transporte Hyperloop One, divulgou que foi assinado um acordo com o governo da República Tcheca para interligar as cidades de Brno e Bratislava, na Eslováquia. Este foi o primeiro trato para conectar destinos internacionais com esse novo método de transporte, que promete ser mais rápido do que aviões comerciais. A ideia é, depois, expandir o sistema até Praga, capital tcheca. A HTT já havia negociado com os governos da Eslováquia e também dos Emirados Árabes para dar início à série de diálogos necessários para formular uma legislação mundial sobre o transporte.

O Hyperloop é um projeto de deslocamento em alta velocidade proposto, em 2012, pelo empresário Elon Musk, CEO da Tesla (de carros elétricos) e da SpaceX (de exploração espacial). A ideia é que cargas ou passageiros viajariam em cápsulas de alumínio por dentro de tubos, terrestres ou subterrâneos, como se estivessem num (quase) vácuo. A resistência mínima do ar faria com que as cápsulas viajassem com quase nenhum atrito entre a “cabine” e os “trilhos” do Hyperloop. A velocidade chegaria a 1 200 quilômetros por hora, transformando viagens de 90 minutos de trem, por exemplo, em um percurso de dez minutos.

A combinação dos elementos “de ficção científica”, com as apresentações do carismático Musk, já fizeram da iniciativa um sucesso midiático. Resta saber, agora, se ela será viável, mesmo. Os novos passos do projeto indicam o quanto ele é realmente promissor.

A tecnologia em si já existe, é uma questão de ser testada (o que já vem ocorrendo nos EUA) e adaptada. Agora, o problema passa a ser a cooperação internacional — aí está o obstáculo mais difícil para a empreitada. “Desde que resolvemos os empecilhos técnicos, é crucial colaborarmos com governos ao redor do mundo”, afirmou o CEO da HTT, Dirk Ahlborn. “É de extrema importância que a Hyperloop trabalhe diretamente com os órgãos reguladores neste estágio de desenvolvimento. Novas regras e cenários de trabalho terão que ser escritos conforme começarmos a construir nossos sistemas na Eslováquia, nos Emirados e em outros países”, disse Ahlborn.

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Segundo apostas do bilionário Musk, o Hyperloop passará a ser considerado como o quinto grande meio de transporte, depois do navio, do trem, do automóvel e do avião. De acordo com o CEO do Hyperloop One, Rob Lloyd, “ele é mais rápido, mais sustentável, mais seguro e mais barato do que qualquer outro meio de locomoção”. No papel, as teorias se comprovam.

Mas, na prática, ainda há muito a ser testado e precisa-se de dinheiro investido. Estima-se que o gasto será de 10 milhões de dólares a cada 1,6 quilômetro construído, em mão dupla. Apenas em dezembro de 2016, a HTT gastou mais de 100 milhões de dólares em investimentos.

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