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Steve Jobs prometeu destruir Android, do Google

Segundo biógrafo, criador da Apple declarou 'guerra termonuclear' ao rival

Por Da Redação 24 out 2011, 11h36

O Android realmente incomodou Steve Jobs. O ex-CEO da Apple, morto no último dia 5, afirmou que gostaria de destruir o sistema operacional do Google e que investiria até o último suspiro na missão. A declaração foi dada a Walter Isaacson, autor da biografia oficial do executivo, lançada nesta segunda-feira. “Eu vou destruir o Android porque ele é fruto de um grande roubo. Estou disposto a entrar nessa guerra termonuclear”, disse Jobs.

Leia o primeiro capítulo da biografia oficial de Steve Jobs, escrita pelo americano Walter Isaacson

Especial: Steve Jobs e a Apple

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Divulgação VEJA

A briga é antiga. Em janeiro de 2007, a Apple lançou o iPhone, dez meses antes do Android. As estratégias eram diferentes. A companhia de Jobs oferecia um aparelho atrelado a um sistema operacional. O gigante de buscas, um sistema operacional para ser adotado por qualquer fabricante, como, de fato, fizeram Samsung, Motorola e outras. A tática do Google fez com que seu sistemultrapassasse o rival e assumisse a dianteira do mercado.

Ocorre que Eric Schmidt, CEO do Google à época, fazia parte do conselho diretor da Apple. Com o lançamento do Android, as empresas, que antes mantinham uma convivência pacífica, se tornaram rivais. Em 2009, Schmidt renunciou ao cargo na Apple.

A gota d’água para Jobs, contudo, foi o lançamento do celular Nexus One, em janeiro de 2010. O primeiro aparelho assinado pelo Google e fabricado pela HTC enfureceu o CEO da Apple, que não economizou insultos ao se referir ao produto. Para ele, o smartphone violava patentes da Apple.

Em março de 2010, Jobs e Schmidt se encontraram em Palo Alto para tratar do assunto. Furioso, Jobs disparou: “Eu não preciso do seu dinheiro. Se você me oferecer cinco milhões de dólares, não irei aceitar sua proposta. Eu só quero que você pare de usar minhas ideias no Android.”

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