Selfies: mais úteis do que se imagina
Estudo mostra como o ato – aparentemente só narcísico – de compartilhar autorretratos pode impactar diversas áreas, da medicina ao sistema financeiro
Todos os dias, 1 milhão de selfies são postadas na internet. Estima-se que os jovens com idade entre 20 e 29 anos enviarão, via Facebook, Instagram e afins, quase 26 000 fotos desse tipo ao longo da vida. Difícil já não ter se deparado com o termo – ou sobretudo com sua materialização – nos dias atuais. Em 2013, selfie, abreviação de self-portrait (autorretrato), foi eleita a “palavra do ano” pelo prestigiado Dicionário Oxford. O que o dicionário não diz é que, frequentemente, esses retratos virtuais são tachados como a maior prova de narcisismo de quem cultiva uma agitada vida on-line. Mais que isso, eles seriam o símbolo inconteste da futilidade, como sentenciou um artigo publicado em 2015 por psicólogos da Brunel University London, na Inglaterra, elaborado com base na análise de como 500 indivíduos haviam postado selfies à espera de curtidas no Facebook. Uma nova pesquisa, no entanto, realizada pela consultoria inglesa OnePoll e pela organização global de tecnologia Futurizon, com financiamento da fabricante japonesa Sony, chegou a uma conclusão que contraria essa tese. Segundo o estudo, tema de reportagem de VEJA desta semana, as selfies devem, nos próximos cinco anos, conquistar funções mais práticas e, dessa maneira, impactar ao menos dez atividades cotidianas. São elas: medicina, sistemas financeiros, entretenimento, moda, comércio on-¬line, esportes, robótica, segurança pessoal, segurança doméstica e sites de relacionamentos amorosos.
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