Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Júlio Cocielo, do Canal Canalha: a nova face da nova fama

A vida do youtuber com fenomenais 11 milhões de fãs em seu canal – um exemplo da tectônica mudança do que é ser celebridade no mundo de hoje

Por Filipe Vilicic Atualizado em 10 dez 2018, 09h30 - Publicado em 24 dez 2016, 19h40

Antes de descer de seu carro para um compromisso de trabalho, o youtuber paulista Júlio Cocielo, 23 anos, precisa fazer alguns cálculos. Primeiro, ele observa cuidadosamente ao redor, para verificar se há muitas crianças e jovens por perto. Só então avalia se vale a pena sair. “Quando tem muita gente, principalmente meninada e adolescentes, é certo que vão me parar e não conseguirei andar nem meio metro sem distribuir dúzias de autógrafos”, diz. Às vezes, Cocielo detecta a multidão, calcula que será um risco desembarcar e fica dentro do carro, à espera do momento certo de dar o bote. Numa semana recente, chegou à porta da agência que cuida de alguns de seus contratos comerciais, a Iquiririm, na Zona Oeste de São Paulo. Era m­eio-dia. Naquela hora, a entrada de uma escola próxima estava abarrotada de estudantes, que esperavam ser apanhados pelos pais. “Se eu aparecesse lá, iam me rodear e me atrasariam um monte”, comentou o youtuber. “Resolvi esperar.” Cocielo permaneceu no veículo por trinta minutos, até que o portão do colégio se esvaziasse, deixando a área livre para que seguisse até a Iquiririm.

Parece exagero, ou mesmo presunção, acreditar que seria atacado por fãs assim que pusesse o pé para fora do carro? Nem um nem outro: é apenas a realidade na qual vive o youtuber, o terceiro maior do Brasil, dono do Canal Canalha, com fenomenais 11 milhões de seguidores (5% da população do país) — atrás apenas dos humorísticos Whindersson Nunes e Porta dos Fundos. Uma prova disso? Quando Cocielo deixou a reunião na Iquiririm, duas moças e dois rapazes que passavam pela calçada começaram a gritar logo que o reconheceram. Queriam tocá-lo, abraçá-lo — e, claro, tirar selfies, que postariam no Instagram, e gravar vídeos, que enviariam aos amigos por WhatsApp, difundindo imagens que gerariam novas curtidas de amigos e resultariam em novos fãs de Cocielo, que o encontrariam na rua e pediriam selfies e ví­deos, que colocariam na rede e… assim caminha a humanidade na era digital.

https://www.youtube.com/watch?v=7L0Fj5VzFr4

Para ler a reportagem na íntegra, compre a edição desta semana de VEJA no iOS, Android ou nas bancas. E aproveite: todas as edições de VEJA Digital por 1 mês grátis no Go Read.

Continua após a publicidade


Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês