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Vacinação: após 4 meses, ritmo no Brasil é 3 vezes menor que dos EUA

País avançou lentamente até 800.000 aplicações diárias, 70% a menos do que os Estados Unidos no mesmo período

Por Giulia Vidale Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 Maio 2021, 18h17
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Na segunda-feira, 17, completaram-se quatro meses após o início da campanha de imunização contra a Covid-19, inaugurada com a vacinação da enfermeira Mônica Calazans, em São Paulo. Nesse período, mais de 60 milhões de aplicações, entre primeira e segunda dose, foram distribuídas. O ritmo aumentou ao longo dos meses, mas ainda permanece inferior à própria capacidade do Brasil e é cerca de três menor do que o dos Estados Unidos, país com dimensões e características semelhantes à do Brasil, no mesmo período.

A atual logística brasileira permite que 807.435 brasileiros recebam agulhadas por dia, de acordo com levantamento em médias móveis do portal Our World in Data, ligado à Universidade de Oxford, referente ao dia 21 de maio. O país manteve médias de aplicações por dia entre 807.435  e 894.140 doses ao longo desta semana, entre segunda-feira, 17 e quinta-feira, 20. Para se ter uma ideia, os Estados Unidos, em período semelhante, variou entre 2,82 e 3,02 milhões em médias móveis diárias. Se compararmos as médias dos dias exatos em que Brasil e Estados Unidos completaram quatro meses de vacinação, a diferença é de 70%. No ranking de vacinação mantido pela Bloomberg, os EUA estão na terceira posição entre os países que mais aplicam doses diariamente, atrás apenas da China e da União Europeia.

Em relação à capacidade brasileira, estimada em 1 milhão de doses por dia, o número atual de aplicações diárias ainda é cerca de 20% menor. A dificuldade para alcançar e superar essa meta de forma consistente está associada, principalmente, ao baixo número de doses disponíveis aos brasileiros, ao menos em comparação com o tamanho da nossa população.

Nesta semana, os principais produtores e fornecedores de vacinas contra Covid-19 ao país, o Instituto Butantan e a Fiocruz, precisaram paralisar sua linha de produção devido à falta de matéria-prima. O produto é importado da China. Segundo a Fiocruz, a interrupção não afetou as entregas previstas para o mês de maio, já que o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) esperado será usado para fabricar as doses que serão entregues em junho.

O mesmo não pode ser dito em relação à produção do Instituto Butantan. Das 12 milhões de doses previstas para serem entregues este mês ao Ministério da Saúde, pouco mais de 5 milhões foram disponibilizadas. A expectativa é que a fabricação seja retomada após a chegada de um novo lote de IFA, prevista para o dia 26 de maio.

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Confira o avanço da vacinação no país:

 

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