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Ocupação das UTis: os estados melhores e os piores segundo esse critério

Levantamento realizado por VEJA com as cinco regiões mais afetadas pela pandemia detectou que a variação de leitos em uso vai de 52% a 86%

Por Mariana Rosário Atualizado em 30 nov 2020, 18h39 - Publicado em 30 nov 2020, 18h35

São Paulo anunciou nesta segunda-feira, 30, uma retração do plano de flexibilização da quarentena para conter a Covid-19 diante de uma recente alta em indicadores da doença em todo estado. De acordo com dados da secretaria de Saúde regional, houve um aumento de 7% nas internações em relação ao número da semana anterior.

Apesar de ser o estado mais afetado pela pandemia, com 1.241.653 casos confirmados, São Paulo tem a menor a ocupação de leitos de UTI quando comparado com as últimas informações disponibilizadas pelas outras quatro unidades da federação com maior número de registros de diagnósticos positivos. Atualmente, são 52,2% dos leitos paulistas ocupados. No fim de maio, auge dos casos de infecção, essa taxa era de 71%.

Aparece em situação bem mais preocupante Santa Catarina, com 86,2% dos leitos intensivos ocupados, uma das maiores taxas desde o começo da pandemia. O Rio de Janeiro, por sua vez, tem 80% — aproximadamente 5% a menos do que as maiores taxas, atingidas há cerca de uma semana. Encontram-se em patamares semelhantes os estados da Bahia (68% de ocupação) e Minas Gerais (64,4%). A titulo de comparação, a Bahia chegou a 81% de ocupação em julho e Minas Gerais a 90,3% em junho.

Acompanhar a evolução das internações é fundamental para que haja um controle da pandemia, deste modo garante-se que não haverá óbitos diante da falta de assistência de saúde, como chegou a ocorrer no Brasil nos primeiros meses da pandemia e em outras regiões do mundo, como a Itália.

Nesta segunda-feira, 30, o Brasil teve médias móveis atualizadas em 35.467,1 diagnósticos e 519,3 mortes por conta do novo coronavírus.

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