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Lifiting facial: conheça os principais tipos do procedimento

Técnicas mais profundas e combinadas prometem resultados naturais ao tratar não só a pele, mas também gordura, ossos e ligamentos

Por Victória Ribeiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 abr 2026, 17h00 • Atualizado em 7 abr 2026, 10h22
  • Denise Richards, Kris Jenner, Brad Pitt, Emma Stone… a lista de celebridades que parecem ter “estreado” um novo rosto só aumenta. A expressão — emprestada do inglês debut — viralizou nas redes para dar nome a transformações tão marcantes que sugerem uma nova versão da própria pessoa. No centro dessa conversa, o lifting facial voltou aos holofotes.

    Se antes o procedimento era associado a resultados artificiais — pele tensionada e traços endurecidos —, hoje o alvo costuma ser outro. O que mudou, segundo a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), foi menos a mão do cirurgião e mais o entendimento do que, de fato, envelhece no rosto.

    “Hoje sabemos que não é só a pele: há perda de gordura, absorção óssea, flacidez muscular e alterações nos ligamentos. O lifting moderno trata cada uma dessas camadas”, explica.

    Na prática, isso se traduz em abordagens mais individualizadas. Em vez de simplesmente tracionar a pele, o cirurgião reposiciona estruturas profundas, muitas vezes combinando técnicas. É o que alguns especialistas já chamam de “lifting híbrido”. Em casos como o de Denise Richards, por exemplo, além do lifting, é provável a associação com elevação de supercílios e blefaroplastia para reposicionar o olhar.

    Hoje, o procedimento funciona quase como um menu sob medida, com técnicas que variam conforme a anatomia e o padrão de envelhecimento de cada paciente. Veja os principais tipos:

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    • SMAS com plicatura ou ressecção: a pele é descolada, e o sistema músculo-aponeurótico superficial (SMAS) é tracionado sobre si mesmo. Indicado para casos com menor flacidez, especialmente em faces mais emagrecidas.
    • Deep plane facelift: atua em planos mais profundos, com liberação de ligamentos e reposicionamento dos tecidos para sua posição original. É mais indicado para faces mais pesadas, com sulco nasogeniano (bigode “chinês”) marcado e “bulldog” (jowl) acentuado. Como o descolamento da pele é menor, a recuperação tende a ser mais rápida e o resultado, mais duradouro.
    • Lifting endoscópico: uma variação menos invasiva, realizada com auxílio de câmera e incisões discretas na região temporal. Costuma ser indicada para pacientes mais jovens, com pouca sobra de pele.

    “Além disso, associamos, na grande maioria dos casos, elevação de supercílios, enxertia de gordura, blefaroplastia, laser e tecnologias complementares, abordando o envelhecimento de forma tridimensional”, destaca Lassance.

    Durabilidade

    Quando se trata de lifting, uma das principais dúvidas envolve a durabilidade. De acordo com Lassance, ela é multifatorial e depende de estilo de vida, hábitos, genética e cuidados com a pele. “Tenho pacientes que estão ótimas após 20 anos de procedimento e outras em que uma nova cirurgia foi feita depois de 2 anos”, conta a cirurgiã.

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    Ela explica que técnicas que atuam em planos mais profundos tendem a durar mais. Já a região do pescoço, por ter uma pele mais fina, costuma apresentar sinais de envelhecimento novamente com mais facilidade. “Nesses casos, pequenos retoques podem ser feitos até em consultório”, diz Lassance.

    A manutenção também envolve cuidados complementares, como proteção solar e atenção à qualidade da pele — o que inclui skincare, peelings e tecnologias. Soma-se a isso o estímulo de colágeno, que depende tanto de procedimentos quanto de uma alimentação adequada, além do uso criterioso de toxina botulínica e preenchedores.

    “Hoje, o lifting faz parte de um plano contínuo de rejuvenescimento, não é um evento isolado. O resultado depende tanto da técnica quanto da forma como o paciente cuida da pele e do envelhecimento ao longo do tempo”, conclui Lassance.

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