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“Evento grave não tem relação com a vacina”, afirma diretor do Butantan

O problema ocorreu com um voluntário do Hospital das Clínicas. Anvisa e Instituto Butantan realizaram uma reunião hoje para esclarecer a suspensão do estudo

Por Giulia Vidale Atualizado em 10 nov 2020, 12h10 - Publicado em 10 nov 2020, 11h54

Nesta terça-feira, 10, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que o evento adverso grave relatado em um voluntário do estudo fase 3 da CoronaVac não está associado à vacina. “Nós estamos tratando aqui de um evento adverso grave que não tem relação com a vacina. Essa informação está disponível na Anvisa desde o dia 6, quando foi notificado o evento adverso grave”, afirmou Covas em entrevista coletiva realizada no Instituto Butantan. “Os estudos deverão ser retomados em dois dias”, disse ele.

O voluntário participava do estudo conduzido pelo Hospital das Clínicas, em São Paulo. Covas não confirmou se  houve morte.

Ainda segundo Covas, reações adversas e efeitos adversos são esperados em estudos clínicos, reforçando que não houve reação adversa relatada neste estudo. “Nesse estudo clínico existiram reações adversas que foram leves. Nós não tivemos nenhuma reação adversa grave. Não tivemos e continuamos a não ter. Mas podemos ter eventos adversos na população do estudo. Um evento adverso é um acontecimento que não tem relação diversa com a vacina. Estamos falando de mais de 10 mil pessoas em acompanhamento, que retornam a sua vida normal”, disse Covas.

Esta manhã foi realizada uma reunião entre o Instituto Butantan e a Anvisa para esclarecer possíveis dúvidas da agência. Covas afirmou ainda que a Anvisa deve reautorizar os estudos nos próximos dias. “Tranquilizo a todos os voluntários que essa vacina é segura”, ressaltou o secretário de estado da Saúde, Jean Gorinchteyn.

 

 

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