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Doria coloca todo o estado de SP em fase vermelha a partir de sábado

Na classificação mais restritiva do Plano São Paulo, apenas atividades essenciais podem funcionar; medida permanece até 19 de março

Por Giulia Vidale Atualizado em 11 mar 2021, 14h15 - Publicado em 3 mar 2021, 13h01

O governo de São Paulo anunciou nesta quarta-feira, 3, a reclassificação de todo o estado para a fase vermelha do Plano São Paulo, onde apenas atividades econômicas essenciais podem funcionar. A medida, que busca evitar o colapso do sistema de saúde, entra em vigor no sábado, 6, e permanece até o dia 19 de março.

“Estamos em São Paulo e no Brasil à beira de um colapso. […] Por este motivo nós estamos atendendo a recomendação do centro de contingência e reclassificando todo o estado de SP para a fase vermelha a partir das 0h de sábado”, disse o governador João Doria, em coletiva de imprensa realizada no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

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Brasil à beira de um colapso

Escolas foram incluídas na lista de serviços essenciais e poderão funcionar, assim como igrejas, desde que mantidas as regras de distanciamento social. Outras atividades liberadas são: mercados, farmácias, serviços de saúde, feiras livres, açougue, indústria, construção civil, transporte público, pet shop, clínica veterinária e correios. Padarias e restaurantes podem funcionar em sistema de delivery ou retirada.

Também houve alteração na restrição da circulação de pessoas, que passa a valer diariamente das 20h às 5h. Inicialmente, a medida limitava a circulação de pessoas nas ruas em todo o estado entre às 23h e às 5h.

Desde o início da quarentena, em março de 2020, essa é a primeira vez que escolas podem funcionar na fase mais restritiva. A regra limita a ocupação das escolas a até 35% do total de matriculados.

O endurecimento das restrições busca reduzir as infecções e evitar o colapso do sistema de saúde do estado. Nesta quarta-feira, 3, a taxa de ocupação de UTIs em todo o estado é de 75,36% e de 76,7% na grande São Paulo. Na terça-feira, 3, São Paulo teve o maior número de mortes da pandemia, com 461 óbitos registrados.

“Tivemos que fazer uma escolha, com essa velocidade de transmissão da doença, não existe outra alternativa que não seja o isolamento e a restrição do contato para evitar que as pessoas contaminadas contaminem as demais pessoas”, disse João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência da Covid-19.

O governo anunciou também a abertura de 500 novos leitos de internação, sendo 339 de UTI e 161 de enfermaria. Segundo Doria, a abertura das novas vagas será feita de forma gradual a partir da próxima segunda-feira, 8.

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