Avatar do usuário logado
Usuário
OLÁ, Usuário
Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 5,99

Covid-19 aumenta o risco de problemas gastrointestinais a longo prazo

Condições incluem problemas hepáticos, pancreatite aguda, síndrome do intestino irritável, refluxo ácido e úlceras no revestimento do estômago ou intestino

Por Simone Blanes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 mar 2023, 18h16 • Atualizado em 4 jun 2024, 11h21
  • As pessoas que tiveram Covid-19 correm maior risco de desenvolver distúrbios gastrointestinais dentro de um ano após a infecção, diz um estudo da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, publicado nesta terça-feira 7, na Nature Communications.

    As condições incluem problemas hepáticos, pancreatite aguda, síndrome do intestino irritável, refluxo ácido e úlceras no revestimento do estômago ou intestino superior, além de uma maior probabilidade de constipação, diarreia, dor abdominal, inchaço e vômito. “Os problemas gastrointestinais foram os primeiros relatados pelos pacientes”, afirma Ziyad Al-Aly, epidemiologista clínico da Universidade de Washington e autor da pesquisa, que estudou extensivamente os efeitos a longo prazo. “Está cada vez mais claro que o trato gastrointestinal serve como um reservatório para o vírus da Covid-19.”

    As novas descobertas se baseiam na pesquisa anterior de Al-Aly, que detalham os efeitos prolongados da Covid-19 no cérebro, coração, rins e outros órgãos. Desde o início da pandemia, em março de 2020, ele e sua equipe de pesquisa publicaram numerosos estudos frequentemente citados sobre os riscos estendidos à saúde do SARS-CoV-2, apontando cerca de 80 resultados adversos à saúde associados à Covid longa.

    “Neste ponto de nossa pesquisa, as descobertas sobre o trato gastrointestinal e a Covid longa não nos surpreendem”, diz Al-Aly. “O vírus pode ser destrutivo, mesmo entre pessoas consideradas saudáveis ​​ou que tiveram infecções leves. Estamos vendo a capacidade do SARS-CoV-2 atacar qualquer sistema do corpo, às vezes com sérias consequências a longo prazo, incluindo a morte”.

    O sistema gastrointestinal inclui a boca, garganta, esôfago, estômago, intestino delgado e grosso, reto e ânus, bem como órgãos, como fígado e pâncreas, que produzem enzimas para auxiliar na digestão de alimentos e líquidos. As condições gastrointestinais variam de problemas estomacais leves a condições com risco de vida, como insuficiência hepática e pancreatite aguda.

    Continua após a publicidade

    Os pesquisadores estimam que, até agora, as infecções causadas pelo SARS-CoV-2 contribuíram para mais de 6 milhões de novos casos de distúrbios gastrointestinais nos Estados Unidos e 42 milhões de novos casos no mundo. “Este não é um número pequeno”, pontua Al-Aly, que trata pacientes no VA St. Louis Health Care System, onde é chefe de pesquisa e desenvolvimento. “É crucial incluir a saúde gastrointestinal como parte integrante dos cuidados pós-agudos da Covid.”

    Risco aumentado

    Para o estudo, os pesquisadores analisaram cerca de 14 milhões de registros médicos não identificados em um banco de dados mantido pelo Departamento de Assuntos de Veteranos dos Estados Unidos, o maior sistema integrado de saúde do país. Eles criaram um conjunto de dados controlados de 154.068 pessoas que testaram positivo para a Covid-19 em algum momento, de 1º de março de 2020 a 15 de janeiro de 2021, e que sobreviveram aos primeiros 30 dias após a infecção.

    A modelagem estatística foi usada para comparar os resultados gastrointestinais no conjunto de dados de pacientes com a doença com dois outros grupos de pessoas não infectadas com o vírus: um grupo de controle de mais de 5,6 milhões de pessoas que não tiveram Covid-19 durante o mesmo período; e um grupo de controle de mais de 5,8 milhões de pessoas de 1º de março de 2018 a 31 de dezembro de 2019, antes de o vírus infectar e matar milhões de pessoas em todo o mundo.

    Continua após a publicidade

    Em comparação com os pacientes dos grupos de controle, as pessoas que tiveram Covid-19 tiveram um risco 62% maior de desenvolver úlceras no revestimento do estômago ou intestino delgado; 35% maior de sofrer de refluxo ácido; e 46% maior de sofrer de pancreatite aguda. Além disso, a doença aumentou em 54% as chances de síndrome do intestino irritável, 47% de inflamação do revestimento do estômago, 36% de dor de estômago sem uma causa óbvia e 54% de sintomas digestivos como constipação, diarreia, inchaço, vômito e dor abdominal.

    No geral, os distúrbios gastrointestinais foram 36% mais prováveis ​​em pessoas com Covid-19 em comparação com aqueles que não foram infectados pelo vírus. Isso inclui pessoas que foram e não foram hospitalizadas por causa do vírus. “Muita gente compara a Covid-19 e a gripe”, diz Al-Aly. “Comparamos os resultados de saúde daqueles hospitalizados com gripe versus aqueles hospitalizados com Covid, e ainda assim vimos um risco aumentado de distúrbios gastrointestinais entre pessoas hospitalizadas com a infecção pelo SARS-CoV-2. Ou seja, a Covid continua sendo mais séria do que a gripe”.

    Vale ressaltar que durante este estudo, poucas pessoas tinham sido vacinadas já que os imunizantes ainda não estavam amplamente disponíveis. Os dados também são anteriores ao surgimento das variantes delta e ômicron.  “Embora as vacinas possam ajudar a reduzir os riscos de Covid longa, elas não oferecem proteção completa contra sintomas de longo prazo que podem afetar o coração, os pulmões, o cérebro e agora, sabemos, o trato gastrointestinal”, finaliza Aly.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    RESOLUÇÕES ANO NOVO

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.