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CoronaVac: SP recebe carregamento com 5,5 milhões de doses

Trata-se da quarta entrega feita pelo laboratório chinês Sinovac Life Science ao Instituto Butantan

Por Mariana Rosário Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 dez 2020, 11h21 | Atualizado em 24 dez 2020, 11h28

O governo de São Paulo recebeu nesta quinta-feira, 24, um carregamento com 5,5 milhões de doses da vacina contra Covid-19 CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac Life Science. A entrega é destinada ao Instituto Butantan, parceiro da farmacêutica na distribuição do fármaco no Brasil.

O lote é dividido em 2,1 doses já em seringas, prontos para aplicação, e mais 2.100 litros de insumo – ou seja, matéria-prima – suficientes para o envase de outras 3,4 milhões de doses. Este procedimento de formulação ocorrerá no centro de referência em imunizantes paulista.

Outros dois carregamentos devem desembarcar no país nos dias 28 e 30 de dezembro, totalizando 10,8 milhões de doses em solo brasileiro ainda em 2020. De acordo com anúncios anteriores, a previsão é que se tenha 46 milhões de doses do antígeno ao longo dos primeiros meses de 2021.

Campanha de vacinação

O governo do estado defende que usará as doses em uma campanha de vacinação estadual com data de início para 25 de janeiro de 2021. Para que a data se cumpra, porém, é preciso que o medicamento receba autorização de uso emergencial (que leva até dez dias pra ocorrer, após a entrega dos documentos) ou registro (com prazo máximo de 60 dias, após a entrega dos dados). Quem concede esse aval é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No primeiro caso, só poderão ser vacinadas as pessoas de um grupo específico previamente determinado, como profissionais da saúde ou idosos. No segundo caso, a vacinação poderá ser em massa.

O governo do estado havia prometido dar entrada com estes pedidos junto à Anvisa na última quarta-feira 23, o que não ocorreu. O motivo do adiamento foi um pedido do laboratório Sinovac, solicitando que não se divulgasse os dados de eficácia do fármaco. A empresa diz querer reavaliar as informações, e consolidá-las com dados de outros países. O governo, no entanto, garantiu que o fármaco é seguro e mais que 50% eficaz, o mínimo solicitado pela Anvisa para conceder autorizações. A porcentagem específica, disseram as autoridades, será conhecida em quinze dias.

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