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Broncopneumonia: entenda doença que afeta Bolsonaro e seus riscos

Condição causada por bactéria pode ser grave para idosos, que nem sempre apresentam sintomas; ex-presidente está internado na UTI e recebe antibiótico

Por Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 mar 2026, 12h00 • Atualizado em 13 mar 2026, 16h49
  • A broncopneumonia, doença que levou à hospitalização nesta sexta-feira, 13, do ex-presidente Jair Bolsonaro, é uma doença que pode ser grave para idosos e, nessa população, não apresentar os sintomas clássicos de febre e tosse, o que a torna uma condição traiçoeira. Bolsonaro, que está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, apresentou febre alta, sudorese e calafrios. Ao chegar do Hospital DF Star, em Brasília, a equipe médica detectou queda da saturação de oxigênio, marcador importante para a avaliação da gravidade do estado de saúde dos pacientes. Ele permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

    Segundo boletim médico divulgado pelo hospital, o ex-presidente “foi submetido a exames de imagens e laboratoriais que confirmaram broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa”. Isso quer dizer que a infecção atinge os dois pulmões.

    “No momento, encontra-se internado em unidade de terapia intensiva, em tratamento com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo”, diz o documento assinado pelo médico cardiologista Brasil Caiado, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior, coordenador da UTI Geral, e pelo diretor-geral do hospital, Allisson B. Barcelos Borges.

    A broncopneumonia é uma infecção pulmonar geralmente causada por bactérias, principalmente o pneumococo (Streptococcus pneumoniae), que atinge os brônquios e alvéolos. Também pode ter relação com fungos, vírus e inalação de produtos tóxicos (pneumonia química).

    “Ao entrar no pulmão, a bactéria causa uma infecção local, que vai produzir secreção, catarro purulento, tosse, falta de ar e febre. A doença requer tratamento com antibióticos e, dependendo do tamanho da broncopneumonia e da intensidade dos sintomas, o paciente precisa ser internado”, explica José Roberto Megda Filho, pneumologista e presidente da Associação Brasileira de Asmáticos (Abra).

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    Os pacientes podem apresentar ainda calafrios, dor ao respirar, mal-estar generalizado e fraqueza. A doença acomete principalmente crianças e idosos com mais de 60 anos, que podem evoluir para as formas mais graves e até morrer em virtude da infecção.

    No caso dos idosos, a preocupação é maior porque muitos pacientes não manifestam os sintomas clássicos, atrasando o início do tratamento medicamentoso.

    “Os sintomas mais comuns, que são tosse e febre, podem não aparecer se o paciente for muito idoso. Em idosos com mais de 80 anos, pode acontecer broncopneumonia grave sem o acometimento por febre”, explica Megda Filho.

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    Quadro grave

    Em conversa com jornalistas no Hospital DF Star, o cardiologista Brasil Caiado afirmou que o quadro de Bolsonaro é grave.

    “O que chama atenção é que esta pneumonia é a maior e a mais acentuada em relação a todas as outra que ele já teve. O quadro é grave.”

    O episódio de aspiração descrito no boletim médico e que pode ter desencadeado a broncopneumonia também foi explicado por Caiado. “O refluxo gastroesofágico, quando é aspirado para o pulmão, causa uma pneumonia aguda grave.” Além do refluxo, o ex-presidente tem os diagnósticos de esofagite e gastrite.

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    Como evitar a broncopneumonia

    A pneumonia é uma doença prevenível por vacina, no entanto, as doses gratuitas estão disponíveis apenas para crianças e idosos que vivem acamados ou em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), mas há oferta na rede privada.

    Uma vacina importante para evitar a infecção é o imunizante contra a influenza, o vírus da gripe. Dados do Ministério da Saúde apontam que é possível reduzir as hospitalizações em até 45% e as mortes em até 75% com as doses.

    “Uma das formas de se prevenir contra a broncopneumonia é fazer a vacinação para a bactéria mais comum, o pneumococo, e vacinar para a influenza, que reduz o risco de infecção viral que pode ser uma porta para infecções bacterianas, diz Megda Filho.

     

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