Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Brasil completa 7 semanas com taxa de transmissão inferior a 1

Dados da Imperial College mostram que o índice no país está em 0,90, o que indica uma ligeira queda em relação à semana passada, quando a taxa foi de 0,97

Por Giulia Vidale Atualizado em 11 ago 2021, 16h24 - Publicado em 10 ago 2021, 11h59

Pela sétima semana seguida, a taxa de transmissão do novo coronavírus está abaixo de 1, segundo dados da Imperial College de Londres, no Reino Unido. A taxa de contágio do país nesta semana – que começou na segunda-feira, 9 – está em 0,90 e, portanto, no nível considerado de controle da pandemia. Dentro da margem de erro, essa taxa pode variar entre 0,87 e 0,93. Na semana passada, a mesma medição pontuava para índice de 0,97.

Para a epidemia ser considerada controlada, a taxa de transmissão precisa estar abaixo de 1. O índice, também chamado de Rt, indica para quantas pessoas cada infectado transmite o vírus. A taxa calculada nesta semana indica que cada 100 pessoas contaminadas transmitem o coronavírus para outras 90, em uma progressão decrescente. Quando o índice está acima de 1, a progressão é crescente, o que indica descontrole da pandemia. O dado reforça a tendência de queda nas curvas da Covid-19 no Brasil.

LEIA TAMBÉM: Por que usar máscaras mesmo após a segunda dose da vacina

Dos 66 países que participam do estudo, apenas 27 apresentam uma taxa de transmissão menor do que 1. Em clara desaceleração nos registros da doença, o Brasil é o 15ª da lista.

Na parte de cima do levantamento, aparecem Canadá, Estados Unidos, Japão e países da Europa que vêm sofrendo com um aumento significativo de suas curvas nos últimos dias. Destes, o Canadá é o líder (1,45), seguido por Japão (1,41), Estados Unidos (1,38), Holanda (1,32) e França (1,28). O país com a menor taxa também é europeu: a Espanha (0,59).

O Imperial College também estimas quantos óbitos pela doença serão registrados na semana. A previsão para esta semana é de 6.060 mortes pela Covid-19, uma redução de 3,8% em relação à semana anterior, quando foram observadas 6.302 mortes pela doença.

Continua após a publicidade

Publicidade