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Acúmulo de ‘células-zumbis’ pode causar danos ao coração e aos rins

Pesquisadores descobriram mecanismo pelo qual elas se desenvolvem. São os principais fatores de doenças relacionadas à idade, como câncer e demência

Por Simone Blanes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 jul 2022, 13h04 • Atualizado em 13 jul 2022, 16h24
  • Peças chaves para entender o envelhecimento e muitas doenças relacionadas à idade, como câncer, demência e doenças cardiovasculares e renais, as células senescentes ou “zumbis” – aquelas que perderam a capacidade de se dividir – são objeto de um novo estudo publicado na Nature Structural & Molecular Biology, que descobriu um mecanismo pelo qual elas se desenvolvem.

    “O trabalho mostra pela primeira vez que o dano oxidativo aos telômeros – as pontas protetoras dos cromossomos que agem como tampas plásticas na ponta de um cadarço – podem desencadear a senescência celular. Essas descobertas podem eventualmente apontar para novas terapêuticas que promovam o envelhecimento saudável, preservando órgãos importantes como coração e rins, ou que combatam o câncer”, diz Caroline Reigada, nefrologista especialista em Medicina Intensiva, pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira. “Essas células ainda estão vivas, mas não podem se dividir, então não ajudam a repor os tecidos. Além disso, elas não são inofensivas. Elas secretam ativamente substâncias químicas que promovem a inflamação e danificam as células vizinhas”.

    Segundo a especialista, órgãos como coração, cérebro e rins são altamente sensíveis ao acúmulo desse tipo de células, pois não conseguem ser reparados adequadamente e a inflamação produzida danifica esses tecidos, que são fundamentais para o bom funcionamento do corpo. “Usando células humanas cultivadas, os pesquisadores descobriram que os danos nos telômeros levaram as células a um estado de zumbi depois de apenas quatro dias – muito mais rápido do que as semanas ou meses de repetidas divisões celulares que são necessárias para induzir a senescência pelo encurtamento deles”, explica a médica, que acrescenta. “Luz solar, álcool, tabagismo, má alimentação e tudo aquilo que gera moléculas reativas de oxigênio e inflamação também danifica o DNA. As células têm vias de reparo para corrigir lesões de DNA, mas os telômeros são ‘extremamente sensíveis’ ao dano oxidativo. Os pesquisadores descobriram que esses danos interromperam a replicação do DNA e induziram vias de sinalização de estresse que levaram à senescência”.

    Com esse mecanismo esclarecido, a ciência começa a pensar em testar intervenções para prevenir a senescência. Medicamentos chamados senolíticos podem ser criados com a intenção de fazer uma varredura nas células-zumbi. “O que temos de mais efetivo hoje não é direcionado, mas é sistêmico e conseguido por meio da melhora dos hábitos de vida; a prática de exercícios físicos estimula nossa capacidade antioxidante para atuar contra os danos da oxidação celular; existem muitos alimentos, como frutas, legumes, verduras, especiarias e chás que têm polifenois, substâncias consideradas antioxidantes de primeira linha, combatentes de radicais livres e do dano oxidativo. Ao mesmo tempo, afastar-se de vícios como tabagismo e álcool, promotores de radicais livres, e manter bons hábitos de sono, que consegue reparar o corpo da melhor forma, são tarefas indicadas. Dessa forma, podemos reduzir o acúmulo de células-zumbis, que contribuem para doenças degenerativas, e podemos promover a ‘expansão de saúde’, apostando em uma longevidade saudável”, finaliza.

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