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A melhor hora do dia para tomar café, segundo os médicos

Estudos indicam que o momento do consumo pode influenciar a absorção de minerais importantes pelo organismo

Por Redação VEJA Saúde
16 mar 2026, 14h30 • Atualizado em 17 mar 2026, 09h41
  • Tomar um café depois do almoço é um hábito comum e muitas vezes associado ao aumento de energia após a refeição. No entanto, pesquisas indicam que o momento do consumo da bebida pode interferir na absorção de alguns nutrientes essenciais. A cafeína presente no café pode reduzir a disponibilidade de minerais como cálcio, ferro, potássio, zinco e magnésio no organismo.

    Esse efeito, porém, não ocorre de maneira automática. A influência da cafeína na absorção de nutrientes depende de diversos fatores, como idade, dieta, sexo e quantidade ingerida. Em geral, os impactos são considerados modestos e podem ser minimizados com ajustes simples na rotina.

    Segundo médicos e especialistas em cronobiologia, o melhor horário para tomar café é no meio da manhã, geralmente entre 9h30 e 11h30.

    Como a cafeína interfere na absorção de minerais?

    A cafeína pode estimular a eliminação de cálcio pelo organismo. Em pessoas que já consomem pouco desse mineral, o hábito de tomar café pode reduzir sua disponibilidade. O cálcio é essencial para a saúde óssea, e sua deficiência está associada ao desenvolvimento de condições como osteopenia e osteoporose.

    Estudos laboratoriais também indicam que concentrações elevadas de cafeína podem estimular a liberação de cálcio das células. Pesquisas, no entanto, apontam que esse fenômeno provavelmente não ocorre no corpo humano em níveis normais de consumo.

    O café pode reduzir a absorção de ferro?

    Outro nutriente que pode ser afetado é o ferro, mineral fundamental para o transporte de oxigênio no sangue e para a produção de energia. Em testes realizados com seres humanos, uma xícara de café reduziu em 39% a absorção desse nutriente.

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    O momento da ingestão parece fazer diferença. Quando o café foi consumido uma hora depois da refeição, a redução na absorção ocorreu de forma mais leve. Já quando a bebida foi ingerida uma hora antes de comer, esse efeito não foi observado.

    Outros minerais também são afetados?

    Pesquisas também indicam que a cafeína pode interferir nas concentrações de potássio e no aproveitamento de zinco pelo organismo. Apesar disso, os estudos apontam que os efeitos costumam ser pequenos e não há evidências robustas de que causem prejuízos à saúde no longo prazo.

    Para reduzir possíveis interferências, uma estratégia simples é esperar cerca de uma hora após as refeições para tomar café. Outra alternativa é consumir pequenas quantidades logo após comer, entre 30 e 50 mililitros — o equivalente a um espresso padrão.

    A cafeína também traz benefícios?

    Além dessas possíveis interferências, a cafeína é conhecida por seus efeitos estimulantes. A substância está associada ao aumento do desempenho cognitivo e à diminuição do tempo de reação.

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    Esses efeitos estão relacionados à sua ação no cérebro, onde a cafeína inibe as funções da adenosina, substância responsável por reduzir a atividade dos neurônios e promover relaxamento.

    A cafeína também apresenta propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, o que explica sua presença na formulação de alguns medicamentos. O consumo moderado da substância vem sendo associado ainda a benefícios cognitivos no longo prazo e pode contribuir para a prevenção de demências.

    A cafeína existe apenas no café?

    Embora o café seja a principal fonte da substância na alimentação, a cafeína está presente em mais de 60 plantas. Entre elas estão o guaraná, o cacau e diversas variedades de chá.

    Ela também é encontrada em bebidas energéticas, refrigerantes e medicamentos. Após a ingestão, cerca de 99% da cafeína é absorvida pelo organismo em até 45 minutos. Em pessoas saudáveis, o corpo leva aproximadamente cinco horas para metabolizar e eliminar metade da quantidade consumida.

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    De modo geral, especialistas indicam que os efeitos positivos da cafeína tendem a prevalecer quando o consumo permanece moderado — até cerca de 300 miligramas por dia, equivalente a duas ou três xícaras médias de café.

    VEJA+IA: Este conteúdo foi produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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