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Cientista-chefe da OMS diz que ômicron aparenta ser mais transmissível

Mas também ressaltou que o mundo está mais preparado para lidar com a situação por causa das vacinas, por isso não é necessário pânico

Por Paula Felix Atualizado em 3 dez 2021, 13h42 - Publicado em 3 dez 2021, 12h19

A cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) Soumya Swaminathan disse, nesta sexta-feira, 3, que a variante ômicron do novo coronavírus deu indícios de que é mais transmissível, mas afirmou que não é necessário entrar em pânico, porque a resposta certa para enfrentar a mutação está pronta. A declaração foi dada em uma conferência da agência Reuters.

Segundo Soumya, o mundo está mais preparado para lidar com a situação por causa das vacinas. Por isso, estimulou que os países vacinem a população e aumentem a capacidade das redes de atenção à saúde. “Até que ponto devemos ficar preocupados? Precisamos estar preparados e cautelosos, não entrar em pânico, porque estamos em uma situação diferente de um ano atrás”, declarou, no evento.

A cientista informou que a nova variante pode estar causando três vezes mais infecções do que as mutações anteriores na África do Sul, país que fez o primeiro anúncio de casos para a OMS. Isso pode ser um indício de que a ômicron teria capacidade de superar a imunidade natural de outras infecções. Mas é necessário realizar mais estudos para compreender a nova cepa.

Soumya destacou ainda que as vacinas parecem estar garantindo proteção, mas ainda não é possível afirmar que será preciso fazer imunizações anuais para controlar o vírus. “O fato de não estarem ficando doentes significa que as vacinas ainda oferecem e esperamos que continuem a fornecer proteção.”

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