Wilson Picler: “Os ETs são superiores”
O dono da Uninter, um grande grupo paranaense de educação superior, fala de sua crença em extraterrestres e do impacto que eles têm em sua vida

Desde quando o senhor acredita em ETs? Eu era muito jovem quando fui para uma fazenda com meu grupo de meditação. Às 4 da manhã, me chamaram: “Olhe ali”. No meio da mata, no alto de uma araucária, surgiu uma luz branca forte que parecia um sol. Foi o primeiro contato. Em 33 anos de estudos ufológicos, colecionei avistamentos inusitados, principalmente em Curitiba. Aliás, Curitiba se destaca no número de ocorrências de óvnis, sabia?
Já teve contato pessoal com extraterrestres? Não. Mas os ETs fazem contato conosco, sim. Vou citar um caso da ufologia, de 1956: um advogado do interior de São Paulo fez um passeio por uma praia, à noite. De repente, um objeto emergiu da água e aterrissou na areia. De dentro, saíram dois seres altos e loiros. Ele entrou na nave e fez uma viagem fora da atmosfera. A vida toda tive o desejo de passar pela mesma experiência — viajar no espaço. Quando menino, queria ser astronauta.
O senhor comanda um grupo de educação superior com 190 000 alunos. A ufologia tem influência nos cursos oferecidos? Não. A universidade é laica. Sigo a recomendação do MEC.
Os extraterrestres impactam de algum modo o seu sucesso profissional? Talvez eles tenham me ajudado, sim. Se eles viajam pelo cosmos, vindo de tão longe para nos visitar, é porque são muito avançados. A nossa tecnologia não chega à sola do sapato deles. Nossa civilização está condenada e vai de mal a pior. Vejo uma possibilidade de interagirmos com uma civilização que já superou isso tudo. Nosso planeta não suporta tamanho consumismo e exaustão de recursos naturais. Os cientistas já declararam que o planeta não vai suportar essa situação por muito tempo.
Por falar em cientistas, a comunidade científica não vê nenhuma comprovação da existência de vida inteligente em outros planetas. Quantos desses cientistas se envolveram tanto quanto a gente se envolve? Eles não estudam, não se aprofundam. Usam o método inadequado: ficam lá com o telescópio apontado para o céu. Daí dizem que não veem nada? O problema é deles. A coisa existe, no nosso entender. Quem declara que a coisa não existe vai pesquisar estrela e galáxia, fotografar a Lua, investigar outras coisas. Nós já declaramos que o fenômeno é real. Já estamos em outro estágio, mais avançado, procurando outras formas de aproximação.
Publicado em VEJA de 24 de janeiro de 2018, edição nº 2566