Avatar do usuário logado
Usuário
OLÁ, Usuário
Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 5,99

Popó: “Meu filho é gay. E daí?”

Boxeador diz que não é “normal” que um homem goste de outro, mas respeita e apoia seu filho. E avisa: se alguém destratar o garoto, ele vai partir para cima

Por Rafael Valesi 19 ago 2017, 06h00 • Atualizado em 19 ago 2017, 06h00
  • Por que decidiu tornar pública a orientação sexual de seu filho? Sou tranquilo e tenho uma abertura grande com ele. Sei que há pessoas que sofrem com isso, principalmente na relação pai e filho. Falei no Dia dos Pais a um programa de TV e já havia postado na minha rede: “Meu filho é, e daí?”. Quero diminuir o preconceito.

    Como descobriu a orientação dele?  A própria família chamou atenção. Também fui reparando no jeito e no comportamento dele. Até que o abordei dizendo que o criei como homem, sempre o enxerguei como homem, nunca lhe havia dado uma boneca. Ele respondeu: “Pai, eu sinto atração por homens e também meninas, mas não sei ainda”. Após alguns meses, ele me apresentou um namoradinho. Acho que eles estão juntos há cinco meses.

    E a família, como reagiu? Achamos legal quando acontece na família dos outros. Quando é na nossa, não sabemos a reação que teremos. Graças a Deus, encarei com naturalidade. Percebi que o maior preconceito vem da própria família, na qual as pessoas deveriam procurar mais apoio e força.

    Como se sente depois de falar publicamente? Sinto-me numa situação confortável. Falei de um problema… um problema, não; um assunto sério, que envolve um filho que criei como um homem e vejo gostando de outro homem, uma situação oposta. Sou pai de seis, fui casado, e tive de ter maturidade para falar. Não acho que seja normal, mas é algo que a gente tolera e respeita. A única coisa que eu pedi a ele foi respeitar-se, respeitar seu pai, sua casa e sua família. Eu disse: “A sociedade ainda não está aberta a isso. Estude, tenha um bom trabalho para não depender de nada nem de ninguém”.

    Se presenciasse alguma cena de preconceito contra seu filho, o que faria? Teria a reação de defesa de um pai. Partiria para cima.

    Continua após a publicidade

    O senhor já teve adversário homossexual no boxe? Não. O que acontecia mais eram brincadeiras de um professor que fazia massagem na virilha de um e de outro. Mas era só brincadeira e curtição com o outro.

    Publicado em VEJA de 23 de agosto de 2017, edição nº 2544

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    RESOLUÇÕES ANO NOVO

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.