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O novato e a veterana

O francês Emmanuel Macron e a alemã Angela Merkel se tornaram a nova fachada da União Europeia

Por Duda Teixeira Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 dez 2017, 06h00 • Atualizado em 4 jun 2024, 16h56
  • Em sua primeira disputa eleitoral para um cargo eletivo, Emmanuel Macron, então com apenas 39 anos, conseguiu, em 2017, o mais alto posto na França. Abocanhou 60% das vagas do Legislativo para seu movimento político, o República em Marcha, que ele criara um ano antes da campanha. O poder instantâneo que Macron ganhou rapidamente suscitou comparações com o faraó Tutancâmon, com o deus romano Júpiter e o imperador Napoleão Bonaparte. A Europa precisava mesmo de um herói cheio de habilidades para se antepor ao americano Donald Trump, e o presidente Macron ficou à vontade nesse papel, convidando executivos com problemas de visto nos Estados Unidos a investir em seu país e prometendo convencer o “colega” americano a se importar mais com o clima do planeta e voltar às negociações para a adoção de medidas relacionadas ao aquecimento global.

    Em setembro, na Alemanha, a aliança de centro-direita da primeira-ministra Angela Merkel, formada pela União Democrata-Cristã (CDU) e pela União Social-Cristã (CSU), obteve a maior bancada no Parlamento. Merkel, aos 63 anos (23 a mais do que Macron), iniciou seu quarto mandato e poderá totalizar dezesseis anos no comando. Se completar o período, ela ficará no poder tempo equivalente ao do chanceler Helmut Kohl (1982-1998), o mais longevo desde a II Guerra Mundial. Nos cartazes dos protestos que aconteceram nos países do Mediterrâneo contra as medidas de austeridade incentivadas por Merkel, a associação mais corriqueira (e injusta) era com o nazista Adolf Hitler.

    Ao longo dos meses, Macron e Merkel desenvolveram uma amizade leve e proveitosa. Falam de pertinho e aos sussurros, por vezes escondendo a boca com as mãos para não serem compreendidos por meio de leitura labial. Importam-se com o aquecimento global, condenam comentários xenófobos e são a favor da globalização. A dupla de poderosos, que governam os dois países mais fortes da zona do euro, rapidamente se tornou a nova fachada da União Europeia, que está negociando a despedida da Inglaterra, prevista para março de 2019.

    D.T.

    Publicado em VEJA de 27 de dezembro de 2017, edição nº 2562

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