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O círculo de fogo do Oriente Médio

Cerca de 530 pessoas morreram e milhares ficaram sem energia elétrica em terremoto que abalou a região entre o Irã e o Iraque no último domingo

Por Duda Teixeira 17 nov 2017, 06h00

A fronteira entre o Irã e o Iraque é uma das regiões do mundo mais sujeitas a terremotos, de naturezas distintas. Os mais letais e frequentes são os bélicos. Nos anos 1980, crianças-soldado do Irã, com chaves de plástico penduradas no pescoço, atacaram o Iraque na guerra entre os dois países. A teocracia do aiatolá Khomeini prometera a elas que o objeto, fabricado na China, abriria as portas de um palácio dourado no paraíso e elas teriam à disposição centenas de quartos com virgens lindas. E há também os terremotos geológicos. Na noite de domingo 12, um tremor de 7,3 pontos na escala Richter chacoalhou a área. Abalos secundários foram sentidos no Catar, no Kuwait, na Turquia, em Israel, nos Emirados Árabes Unidos e no Líbano. Como o epicentro foi a apenas 23 quilômetros de profundidade, a destruição foi ampla. Cerca de 530 pessoas morreram e milhares ficaram sem energia elétrica. A maior parte das mortes ocorreu no Irã, onde as moradias populares não resistiram aos choques. Em Sarpol-e Zahab, as paredes de muitas casas e apartamentos foram derrubadas e famílias acenderam fogueiras ao ar livre para espantar o frio de menos de 10 graus. A região fica no encontro das placas tectônicas da Arábia e da Eurásia. Dos dois lados da linha que separa o Irã do Iraque a maioria da população é da etnia curda — a mesma que reivindica um Estado próprio na Turquia, lutou contra o grupo terrorista Estado Islâmico no norte do Iraque e na Síria e realizou um referendo pela independência do Curdistão iraquiano em setembro. Réplicas de tremores devastadores sempre podem acontecer nessa parte atribulada do planeta.

Publicado em VEJA de 22 de novembro de 2017, edição nº 2557


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