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Carta ao Leitor: Com olhar esmerado

VEJA faz uma profunda investigação sobre a vida dos negros no Brasil, acompanhada de belas imagens do fotógrafo Walter Firmo

Por Da Redação Atualizado em 17 nov 2017, 06h01 - Publicado em 17 nov 2017, 06h00

Nesta edição de VEJA, o leitor encontrará 31 páginas com conteúdo excepcional. Sob a coordenação do talentoso editor sênior Rinaldo Gama, que é bisneto de escravo, a revista fez uma profunda investigação sobre a vida dos negros no Brasil. As páginas estão ilustradas por dois artistas de brilho inquestionável, ambos negros. As fotografias, identificadas apenas com o nome do local e o ano em que foram feitas, são de autoria do carioca Walter Firmo, de 80 anos. Respeitadíssimo pelos retratos de mulheres, homens e crianças, Firmo sempre teve um afiado olhar, genuinamente antropológico, sobre os costumes e festas populares brasileiras — misturava a verdade da hora do fotojornalismo com uma preocupação estética aguçada, de cores vivas. Nos anos 1970, ele trabalhou em VEJA.

As pinturas que aparecem nos artigos são do artista plástico Sidney Amaral, que morreu no início de 2017, aos 44 anos, em decorrência de um câncer no pâncreas. Amaral foi o primeiro artista a receber o Prêmio Funarte de Arte Negra, instituído em 2012. Rapidamente, seu trabalho passou a ser cobiçado pelas galerias de arte e, em seguida, por reputados museus. Há obras de Sidney Amaral na Pinacoteca do Estado de São Paulo, no Museu AfroBrasil, em São Paulo, e no Museu da Solidariedade, no Chile. Diz Claudinei Roberto da Silva, professor, artista e curador independente, que zela pelo legado do artista: “O escravizado que trabalhou no Brasil por quatro séculos foi, entre todos os escravos americanos, o que mais produziu e o que estatisticamente menos viveu; sua fibra, sua coragem e estoicismo, enfim, sua competência é a herança espelhada na obra de Sidney Amaral”.

Todos os textos — inclusive este — abrem com adin­kras, símbolos de um antigo sistema africano de escrita inicialmente desenvolvido pelos povos acãs na África Ocidental. Os adinkras (“adeus à alma”) não aparecem nos textos desta edição com objetivo meramente estético. Elisa Lar­kin Nascimento, viúva de Abdias Nascimento e diretora do Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipea­fro), escolheu a dedo todos os adinkras. O primeiro deles, que também aparece na abertura deste texto, é um sankofa, que simboliza a sabedoria de aprender com o passado para construir o futuro. A VEJA, a mensagem pareceu particularmente adequada para este especial, que conclama os brasileiros, todos nós, a enfrentar a herança escravocrata e superar a chaga do racismo, que tanto compromete o futuro do Brasil.

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