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STF abre inquérito e manda quebrar sigilo de Demóstenes

Relator Ricardo Lewandowski atendeu a um pedido do procurador-Geral da República. Emendas parlamentares do senador também serão vasculhadas

Por Gabriel Castro 29 mar 2012, 20h04

O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu oficialmente nesta quinta-feira inquérito contra o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). O relator do caso, Ricardo Lewandowski, solicitou ao Banco Central (BC) dados de movimentações financeiras do parlamentar.

O ministro também deferiu outros três pedidos do procurador-Geral da República, Roberto Gurgel: um pede acesso a informações sobre contratos celebrados por órgãos públicos com empresas privadas – não há detalhes sobre quais são. Além disso, Lewandowski pediu ao Senado a relação de emendas parlamentares apresentadas pelo senador Demóstenes – o que traz indícios de que os investigadores lançam suspeitas também sobre a aplicação desses recursos pelo senador. Por fim, o ministro do STF solicitou à Polícia Federal a degravação de 19 conversas telefônicas envolvendo Demóstenes.

O ministro negou, por outro lado, outros pedidos feitos por Gurgel, entre eles, o acesso automático a movimentações financeiras do senador e a autorização para que Demóstenes prestasse depoimento ao procurador. O relator do caso considerou que ainda é cedo para realizar a oitiva.

Acusações – O senador Demóstenes Torres foi flagrado pela Polícia Federal em conversas telefônicas com o empresário Carlinhos Cachoeira, chefe da máfia dos caça-níqueis em Goiás. Nas conversas, o parlamentar revela uma constrangedora proximidade com o criminoso.

O democrata trata de valores financeiros e negocia o uso de um avião de Cachoeira. Segundo o Jornal Nacional desta quinta-feira, o empresário também foi gravado tratando da divisão de recursos com comparsas. Em um dos trechos, ele faz menção ao “um milhão do Demóstenes”. O senador, que tem mantido o silêncio, disse em carta aos colegas estar sendo vítima de “ataques” e prometeu responder às acusações.

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