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PSDB paulista endurece regras para barrar infidelidade

Tucanos querem impedir que filiados apoiem candidatos diferentes dos aprovados em convenção. Alvo principal é o PSD, que levou parte do quadro do partido

Por Da Redação 11 out 2011, 10h00

Com o temor da investida do PSD junto aos tucanos, o PSDB paulista editou resolução para coibir a infidelidade partidária e decidiu criar regras mais duras a fim de proibir que os integrantes da legenda apoiem candidatos adversários nas eleições de 2012. Com as novas resoluções, propostas pela cúpula do partido, alinhada ao governador Geraldo Alckmin, o PSDB quer evitar que filiados, inclusive os que ainda continuam na gestão do prefeito Gilberto Kassab, fundador do PSD, apoiem um candidato que não seja o do partido.

O objetivo é evitar um racha como o de 2008, quando setores do partido apoiaram a reeleição de Kassab contra a do próprio Alckmin, candidato tucano que acabou derrotado. A primeira regra, a resolução de número 3/2011, aprovada por aclamação há dez dias em reunião do diretório estadual, determina aos diretórios municipais que entrem com “ação com a finalidade de retomar o mandato daqueles que se desfiliarem sem justa causa”.

O documento também cita a resolução n.° 22.610/2007 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sobre fidelidade partidária. Ela determina que o mandato eletivo pertence ao partido e que, não existindo justa causa, a legenda pode ingressar com ação na Justiça para retomar o mandato.

Retaliação – Outra diretriz, que está em fase de formatação, será encaminhada na próxima reunião do diretório, ainda sem data definida. Criada com base em resolução proposta na eleição de 2008, a regra reafirmará que todos os filiados do PSDB devem apoiar na eleição o candidato definido em convenção pelo partido, sob risco de serem submetidos ao Conselho de Ética da legenda.

Essa resolução pode dificultar o apoio de setores do partido ao candidato de Kassab. O prefeito, no entanto, diz querer o reforço do PSDB em 2012 em troca de uma aliança para reeleger Alckmin em 2014, com Kassab a vice ou concorrendo ao Senado.

O prefeito busca a adesão dos tucanos para lançar como candidato a seu sucessor o vice-governador Guilherme Afif Domingos, que diz não ter interesse na disputa municipal, ou o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

A articulação é bem-vista pelo núcleo ligado a José Serra, mas setores do PSDB próximos a Alckmin a veem com desconfiança. Acham que o governador precisa ter um candidato próprio na disputa e dizem não confiar nas intenções de Kassab.

(Com Agência Estado)

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