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‘Modelo implementado pelo Derrite faliu’, diz ouvidor das polícias de SP

Cláudio Silva afirmou, em live de VEJA, que 'tropa está descontrolada' e que troca na SSP sinalizaria uma 'mudança efetiva de comportamento' de Tarcísio

Por Redação Atualizado em 6 dez 2024, 17h41 - Publicado em 6 dez 2024, 09h53

O ouvidor das polícias de São Paulo, Cláudio Silva, afirmou, em entrevista ao programa Os Três Poderes, de VEJA, que a política de segurança pública do estado “chegou ao ponto de colapsar” e que o modelo implementado pelo secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, “efetivamente faliu”. O ouvidor tratou, em conversa com os colunistas Matheus Leitão, Robson Bonin e Ricardo Rangel, da crescente onda de violência policial no estado, cobrou uma “mudança efetiva de comportamento” do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e ressaltou que uma mudança no comando da SSP seria uma boa “sinalização”.

“É muito bem-vindo o novo posicionamento do governador (sobre câmeras corporais), mas ele por si só não é suficiente para efetivamente responder ao sucateamento da política de câmeras corporais do estado de São Paulo, mas é importante e relevante”, afirmou Silva. “Essa mudança de posição do governador é pontual. Ele é um agente político e a conjuntura política leva os agentes políticos a tomar decisões pressionados pela conjuntura, e não porque efetivamente eles creem que aquela medida é a melhor medida possível. A gestão dele sucateou essa política (de câmeras corporais)“, acrescentou.

“De qualquer forma, de fato a gente vive uma situação de segurança pública em São Paulo, que, na minha opinião, nós chegamos ao ponto de a política de segurança pública colapsar. O modelo implementado pelo Derrite efetivamente faliu. Essa semana foi determinante para a gente chegar a essa conclusão. Nós temos uma tropa descontrolada, que não tem controle mental e nem sequer tem controle emocional. E o secretário de Segurança Pública é o grande responsável por essa política, que tem deixado as pessoas inseguras, não só no que diz respeito a sua segurança pessoal, como no que diz respeito à instabilidade institucional que o comportamento das polícias tem provocado no estado de São Paulo, que atinge de A a Z, todas as classes sociais e raças. A troca do secretário de segurança poderia, sim, ser uma sinalização de uma mudança efetiva de comportamento dessa gestão em relação à política de segurança pública”, opinou o ouvidor, que criticou pessoalmente Guilherme Derrite.

“A nossa relação com a SSP praticamente não existe. O secretário de Segurança Pública é uma pessoa raivosa, que não consegue lidar bem com críticas e com reclamações em relação ao trabalho dele. Nós temos problema com o corregedor da PM, ele não nos responde. Então, a relação do ponto de vista institucional é boa e razoável, mas do ponto de vista prático, do cotidiano, merece aperfeiçoamentos e ajustes. A ouvidoria está disposta a construir com quem quer que seja. Nós já deixamos isso claro, inclusive ao Derrite”, salientou Silva, finalizando que ele não considera que os recentes casos de abuso de agentes policiais são “isolados”, como defendem o secretário e o governador.

“É importante dizer que o que o governador e o secretário chamam de casos isolados, a gente está aqui para rebater, porque não são casos isolados, dado o número altíssimo de violência policial no último período. Violência policial que culmina ou não em morte. Então, a gente sabe que não são casos, de fato, isolados”, completou o ouvidor.

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O programa semanal de análises políticas de VEJA, com apresentação de Ricardo Ferraz, também debateu a resistência do Congresso com o pacote fiscal do governo.

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