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O novo braço-direito do comandante do Exército

General Silva Néto assume o Centro de Comunicação na reta final do julgamento do golpe e fala em desafios para conter as ‘narrativas’

Por Marcela Mattos Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 jul 2025, 14h15
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O comandante do Exército, general Tomás Paiva, reuniu no salão de honra de seu gabinete nesta sexta-feira, 25, oficiais de alta patente, jornalistas e colegas de farda para formalizar a chegada de seu novo aliado à frente da força. Trata-se do general Marcus Augusto da Silva Néto, que atuava na chefia da assessoria parlamentar e agora comandará o Centro de Comunicação Social.

A função é vista como estratégica dentro da força, principalmente num momento delicado para os fardados, que enfileiram a lista de investigados por um suposto apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro em uma tentativa de golpe. Ele substitui Alcides Faria Júnior, promovido a general de Exército e que passa a chefiar o Comando Militar do Oeste, posto que lhe garante um assento no Alto Comando.

Internamente, a cúpula do Exército afirma que o pior já passou e que hoje já é possível identificar e separar os militares envolvidos na trama golpista. Apesar disso, a força viu a sua confiança despencar diante da opinião pública em meio às investigações. Por isso, uma das principais missões do general Silva Néto será afastar a imagem de politização dentro das casernas.

Em discurso, o militar afirmou que, nos dias atuais, conduzir os desafios da comunicação é uma missão cada vez mais difícil.

“Vivemos uma dimensão informacional, com o crescimento das mídias sociais e o incremento da inteligência artificial, naturalmente trazendo um ambiente cada vez mais difuso e complexo. Além disso, enfrentamos um mundo volátil e ‘PSIC’ – precipitado, superficial, imediatista e conturbado – onde a verdadeira história dos fatos não pode ser mudada, mas, infelizmente, as narrativas sim”, afirmou o novo chefe da Comunicação do Exército.

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Na sequência, o comandante Tomás Paiva agradeceu a atuação do antecessor, ressaltando que o general Alcides atuou “com firmeza para prevenir crises e fortalecer a identidade institucional, especialmente num contexto de elevada tensão no ambiente informacional e de crescente complexidade nas narrativas de opinião pública”.

Pela cadeira de chefe da Comunicação do Exército já passaram, por exemplo, o general Richard Nunes, atualmente no comando do Estado-Maior, e o general Augusto Heleno. Entre os presentes à cerimônia desta sexta estavam o ex-comandante Eduardo Villas Bôas e o chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Marcos Antônio Amaro.

Leia também: O gesto pró-Heleno da cúpula do Exército

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