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Marina promete rever reforma trabalhista, mas sem revogá-la

Candidata da Rede defendeu a flexibilização de pontos como a cobrança sindical

Por Estadão Conteúdo - Atualizado em 11 set 2018, 15h48 - Publicado em 11 set 2018, 14h49

A candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, criticou alguns pontos da reforma trabalhista, mas disse que não vai revogar toda a lei, como pregam alguns dos seus concorrentes. Em sabatina realizada pelo jornal O Globo, Marina explicou que vai flexibilizar para melhorar alguns pontos, como a cobrança da taxa sindical, e outras que tornem a reforma menos injusta.

“É preciso debater com especialistas como fazer para que os sindicatos não venham à falência, criar um mecanismo que não seja obrigatório”, disse a candidata, sobre a suspensão da cobrança obrigatória da taxa sindical trazida pela nova lei, aprovada durante o governo de Michel Temer.

Em outros momentos a candidata já havia citado que faria alterações na reforma que dificultaram acesso à Justiça por pessoas de baixa renda e horários reduzidos na jornada de trabalho e almoço.

Marina afirmou que vai promover a reforma da Previdência como forma de conseguir recursos para reduzir o déficit fiscal. “Além da reforma da Previdência vamos resolver o déficit acabando com a farra do Refis e no combate sem trégua à corrupção que representa 6% do nosso PIB”, explicou.

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Lula

O Partido dos Trabalhadores blindou o seu candidato à Presidência da República “o quanto pôde”, disse Marina Silva na manhã desta terça. Nesta tarde, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, será anunciado como substituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à vaga no Palácio do Planalto. “O PT seguiu a estratégia de blindar seu candidato por causa da operação Lava Jato, e agora não tem mais como esticar essa corda”, afirmou Marina durante a sabatina.

A ex-ministra descartou dar como certa uma vitória de Haddad, que teoricamente poderia receber os votos destinados a Lula e que garantiam a liderança nas pesquisas eleitorais, apesar do ex-presidente se encontrar preso em Curitiba devido a investigações da Lava Jato. “A população está mais reflexiva. O Lula transferiu para Dilma seus votos em 2014 e o pleno emprego foi transformado em 13 milhões de desempregados”, disse Marina.

Armamento da população

No mesmo evento, a candidata disse que o ataque a faca contra o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, desmoralizou sua defesa de armar a população. “A proposta de Bolsonaro não foi desmoralizada por um discurso, mas por um ato. O ato desmoralizou. Ela não funciona. (Se) não funcionou para ele, altamente protegido, por que vai funcionar para a dona de casa?”, defendeu a ex-ministra, no Rio.

“Graças a Deus ele não morreu, que aquela pessoa não tinha arma de fogo. Se a proposta do Bolsonaro já estivesse aprovada, arma de fogo na mão de todo mundo, o que poderia ter acontecido com ele e com as pessoas que estavam lá?”, continuou. “Foi uma demonstração concreta de que isso não funciona. Ele estava com vários policiais federais armados, PMs, tinha segurança pessoal, um contingente enorme, e isso não o protegeu de uma facada de uma pessoa que fez aquele ato inaceitável.”

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