Lula almoça com relator de indicação de Messias em meio a crise com Alcolumbre
Encontro foi no Palácio do Planalto e ocorreu fora da agenda oficial do presidente da República, que vê cenário para seu indicado ao STF piorar no Senado
O presidente Lula teve um almoço fora da agenda nesta segunda-feira com Weverton Rocha (PDT-MA), relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.
O encontro foi no Palácio do Planalto e ocorreu em meio a uma crescente crise de relacionamento do governo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de quem Weverton é aliado.
Auxiliares do presidente negam que a iniciativa tenha como objetivo escantear o chefe do Legislativo. Pontuam que trata-se de um movimento paralelo de tentar melhorar o ambiente político entre o Senado e o Planalto enquanto “o azedume de Alcolumbre não passa”.
Fontes do governo afirmam que sabem que a negociação para viabilizar a aprovação da indicação de Messias “tem que passar e passará” pelo amapaense.
Para isso, acenos já tem sido feitos por auxiliares do petista e novos gestos serão enviados ao presidente do Senado para que se construa o ambiente ideal para uma reaproximação.
Como mostrou o Radar, o pedetista foi pego de surpresa ao ser escolhido por Alcolumbre e pelo presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), para dar o parecer sobre a indicação de Messias. Estava, inclusive, fora do país no momento do anúncio.
A colegas, Weverton tem prometido fazer o “melhor possível” pela aprovação de Messias, dadas as circunstâncias. Mais do que cruzar os braços ao ver seu empenho pela escolha de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga na Corte, o presidente do Senado tem pressionado colegas ativamente a votar contra o chefe da AGU.
Neste domingo, Alcolumbre deu um duro recado a Lula em nota oficial na qual rechaça qualquer insinuação de fisiologismo na articulação em torno do processo de análise de Messias.
O amapaense também aponta, no comunicado em papel timbrado da presidência do Senado, que não aceitará “interferências” do Executivo — incluindo a demora do Palácio do Planalto em enviar formalmente à Casa a mensagem presidencial oficializando a escolha do advogado-geral da União para o STF.
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