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Dodge determina que procuradores usem aplicativo de conversa do MPF

PGR orienta integrantes do Ministério Público a utilizarem o e-Space, ao invés do Telegram ou do WhatsApp

Por Emerson Voltare Atualizado em 2 jul 2019, 14h57 - Publicado em 2 jul 2019, 14h45

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, determinou aos procuradores que utilizem um aplicativo próprio do Ministério Público Federal (MPF), chamado de e-Space, que utiliza infraestrutura e criptografia certificada pelo órgão público.

Também encaminhou ao Ministério da Justiça de Sergio Moro os resultados de uma apuração interna sobre a invasão de celulares de procuradores, bem como as recomendações que fez aos membros do MPF para aumentar a segurança.

Segundo Dodge, a orientação é evitar trocas de mensagens por meio de aplicativos como Telegram e WhatsApp, a partir dos quais procuradores da República tiveram as conversas vazadas e, posteriormente, publicadas pela imprensa.

O caso da força-tarefa da Lava Jato é investigado pela PGR e pela Polícia Federal (PF). “O objetivo foi levantar características técnicas e demais procedimentos que pudessem explicar o modo de atuação dos invasores”, disse.

  • Nas últimas semanas, conversas atribuídas a Moro e a demais integrantes da Lava Jato começaram a ser publicadas pelo The Intercept Brasil e outros órgãos de imprensa, envolvendo principalmente a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Para a defesa do petista, preso em Curitiba, as mensagens comprovariam a parcialidade do então juiz Sergio Moro na condenação do caso do tríplex do Guarujá (SP).

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