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Dilma tenta retomar diálogo com as centrais sindicais

Após embate sobre o mínimo, presidente vai colocar sindicalistas em estatais

Por Da Redação 11 mar 2011, 08h51

A fixação do valor do salário mínimo em 545 reais abalou a relação da presidente Dilma Rousseff com as centrais sindicais. E, agora, o Planalto tenta retomar o diálogo com os sindicalistas. Nesta sexta-feira, Dilma vai se reunir com dirigentes sindicais para assinar uma portaria em que autoriza a inclusão de um representante dos trabalhadores em cada conselho administrativo de empresa estatal com mais de 200 empregados. Além do afago, a pauta da conversa deve incluir o reajuste da tabela do Imposto de Renda.

De acordo com o Ministério do Planejamento, são 59 vagas. O trabalhador que for eleito por seus colegas para integrar o conselho terá um reforço substancial no rendimento. Um conselheiro do Banco do Brasil, por exemplo, ganha 3.606 reais por mês. Na Caixa Econômica Federal, a gratificação foi de 2.836,30 reais mensais no ano passado. Na Eletrobrás, foram 4.212,96 reais por mês em 2010.

“Ter um representante nos conselhos de administração significa democratizar a gestão da estatal”, disse o vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), José Lopez Feijóo. Ele observou que essa é uma prática adotada por empresas privadas e também por ex-estatais, como a Vale e a Embraer. “Era uma antiga reivindicação nossa”, acrescentou o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna.

A iniciativa de atender a esse pedido antigo dos sindicalistas, porém, não partiu da presidente. A representação dos trabalhadores nas estatais foi proposta no governo passado e aprovada pelo Congresso. A lei 12.353 foi sancionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 28 de dezembro. Faltava a regulamentação, que será formalizada nesta sexta por Dilma.

(Com Agência Estado)

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