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Dilma diz que discorda do kit-gay

Após ameaças das bancadas católica e evangélica de convocar o ministro Palocci, a presidente resolveu acabar com a polêmica sobre o kit

Por Luciana Marques 26 Maio 2011, 13h15

A presidente Dilma Rousseff reafirmou nesta quinta-feira o anúncio feito na quarta pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, que a distribuição do kit-gay – proposta pelo Ministério da Educação – não será autorizada pelo Palácio do Planalto. “Não concordo com o kit, porque não acho que faça defesa de práticas não-homofóbicas. Não assisti aos vídeos. Mas vi um pedaço de um deles na televisão e não concordo com ele”, declarou.

Dilma disse ainda que o governo não permitirá a realização de propaganda de opções sexuais, mas trabalhará no combate à descriminalização. “Não podemos interferir na vida privada das pessoas. Não haverá autorização para esse tipo de política de defesa de A, B, C ou D. Agora o governo pode sim fazer uma educação de que é necessário respeitar a diferença e que você não pode exercer práticas violentas aqueles que são diferentes de você”, afirmou.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, que se reuniu nesta quinta-feira com a presidente Dilma, afirmou que ela recomendou que qualquer material produzido sobre o tema leve em consideração costumes e valores da sociedade. O ministro disse que Dilma não soube precisar se o vídeo que ela assistiu era o mesmo que foi elaborado por uma organização em convênio com o ministério.

“Esse material, segundo Dilma, não combate a homofobia. Dentro do MEC há pessoas que compartilham a posição da presidente”, disse o ministro, tentando amenizar a polêmica em torno de sua pasta. “Os vídeos serão integralmente refeitos”, completou.

A suspensão do kig-gay ocorreu depois das ameaças das bancadas católica e evangélica de convocar o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, para depor sobre o aumento de seu patrimônio. Nesta quarta-feira, o ministro Gilberto Carvalho se reuniu com os parlamentares religiosos, entre eles, o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ). Após o encontro, o ministro anunciou que o kit não será mais distribuído nas escolas.

Oposição – O presidente do DEM, senador José Agripino (RN), afirmou em reunião da Executiva Nacional nesta quinta-feira que o partido pedirá ressarcimento dos valores gastos pela União para produzir o kit-gay.

“Quem é que vai pagar essa gastança irresponsável do Ministério da Educação? Quem faz oposição tem a obrigação de fiscalizar e fiscalizar é cobrar o dinheiro gasto impunemente”, disse Agripino.

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