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Daniel Vorcaro e a pergunta que assombra a CPMI do INSS

Vai ter delação? Colunistas alertam para o risco de a comissão virar palco eleitoral em ano decisivo

Por Redação 3 fev 2026, 17h20 •
  • No programa Ponto de Vista desta terça, 3, apresentado por Marcela Rahal, os colunistas Robson Bonin e Mauro Paulino analisaram a escalada de tensão em torno da CPMI do INSS, especialmente após declarações do senador Carlos Viana, presidente da comissão. No centro do debate está o depoimento do empresário Daniel Vorcaro e a relação cada vez mais conflituosa entre o Parlamento e o Supremo Tribunal Federal (este texto é um resumo do vídeo acima).

    A CPMI fala para a torcida?

    Para Robson Bonin, parte do discurso adotado pela presidência da CPMI tem menos relação com investigação e mais com sinalização política. Ao comentar vídeos e declarações públicas de Viana, o colunista avaliou que ameaças de enfrentamento ao Supremo soam como gesto retórico.

    Bonin lembrou que habeas corpus e o direito de não produzir provas contra si estão garantidos na Constituição. “A CPI joga para a torcida, critica o Judiciário e depois, quando o político vira investigado, corre para se proteger com esses mesmos direitos”, observou.

    O que esperar do depoimento de Daniel Vorcaro?

    Segundo Bonin, o comparecimento de Vorcaro à CPMI, se ocorrer, deve gerar barulho político, mas pouco avanço concreto. O colunista destacou que o discurso público da família do empresário é de colaboração, sem sinal claro de delação premiada.

    Ainda assim, ele alertou: uma eventual condenação ou acordo de colaboração poderia provocar um efeito dominó, atingindo Congresso, Supremo e empresários. “Aí para tudo”, resumiu, ao descrever o clima de expectativa e cautela em Brasília.

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    Investigação ou palco eleitoral?

    Mauro Paulino reforçou a leitura de que o ano eleitoral altera a natureza das CPIs. Para ele, comissões tendem a se tornar menos investigativas e mais voltadas à produção de fatos políticos capazes de interferir na disputa eleitoral.

    “A CPI é sempre imprevisível, mas o ano eleitoral potencializa o lado do factóide”, afirmou. Na avaliação do colunista, o risco é que a busca por holofotes substitua a apuração técnica e equilibrada.

    Diálogo com o Supremo ou confronto institucional?

    Na entrevista exibida no programa, Carlos Viana defendeu inicialmente o diálogo com o STF, citando encontros com o ministro Dias Toffoli para viabilizar o depoimento de Vorcaro. Ao mesmo tempo, porém, advertiu que pode recorrer a mandado de segurança caso decisões judiciais continuem limitando os poderes da CPMI.

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    Para Bonin, essa ambiguidade — discurso conciliador combinado com ameaça institucional — ajuda a inflamar o ambiente político sem necessariamente fortalecer a investigação.

    O caso Banco Master atravessa os Poderes?

    O pano de fundo do debate é o Banco Master, cujo colapso financeiro colocou sob escrutínio relações entre empresários, parlamentares e integrantes do Judiciário. Para os colunistas, é justamente esse alcance transversal que transforma a CPMI em terreno sensível — e potencialmente explosivo — em ano de eleição.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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