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Cracolândia: 25% dos usuários não aparecem para trabalhar

Apenas os usuários cadastrados que varreram as ruas serão remunerados nesta sexta-feira – valor da diária é de R$ 15

Por Da Redação 31 jan 2014, 11h33

Um quarto dos 386 viciados que moram na Cracolândia e estão cadastrados em programa da Prefeitura de São Paulo não aderiram completamente ao trabalho de varrer as ruas da região e tiveram baixa frequência, segundo o jornal Folha de S.Paulo.

A estimativa é da ONG União Social Brasil Gigante, que tem um convênio com a prefeitura para gerenciar o projeto. Os viciados que estão cadastrados no programa e não trabalharam devem ter a remuneração descontada.

A maior parte dos usuários cadastrados foi colocada no serviço de varrição de ruas e praças. Para cada dia trabalhado, recebem 15 reais. “Esse grupo de 25% aparece de vez em quando, some e depois volta. Não há interesse”, diz Carlos Alberto de Souza, diretor da ONG e responsável pelas ações na Cracolândia.

No primeiro pagamento, na semana passada, todos os participantes receberam pela semana cheia, independentemente da presença. A partir de desta sexta-feira, o programa pagará apenas pelos dias efetivamente trabalhados.

Para receber, o usuário precisa assinar uma lista de presença duas vezes – às 9h e às 12h, quando a jornada termina. “Tem um pessoal que aparece uniformizado, assina a lista pela manhã, mas depois não volta”, disse Souza.

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