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Como é o código de conduta da Suprema Corte alemã que o STF quer importar

Edson Fachin, presidente do STF, busca apoio dos ministros para criar regras de ética inspiradas em modelo adotado na Alemanha

Por Rayssa Motta Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 fev 2026, 12h28 • Atualizado em 9 fev 2026, 12h47
  • O código de conduta que o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), quer implementar na Corte tem como inspiração regras do Tribunal Constitucional da Alemanha, que em 2018 sistematizou diretrizes para a atuação de seus membros, tanto no exercício do cargo quanto em atividades externas.

    Normas específicas disciplinam o recebimento de presentes, a participação em eventos e a remuneração por atividades complementares ao exercício da magistratura, como palestras, aulas e publicações acadêmicas ou literárias. Nesses casos, os valores e fontes de rendimentos devem ser divulgados para assegurar a transparência dos cachês.

    O código alemão também regulamenta manifestações dos ministros. Os magistrados podem participar do debate público, mas “com a reserva compatível com a dignidade e neutralidade do cargo”, e são proibidos de fazer prognósticos sobre o resultado de processos concretos.

    Além disso, depois que se aposentam, o código aconselha que não prestem consultoria jurídica sobre casos em que atuaram diretamente no período em que estiveram na Corte, para evitar a impressão de uso indevido de conhecimento privilegiado.

    Segundo o código de ética alemão, os ministros devem desempenhar suas funções “com independência e imparcialidade, sem vieses ligados a interesses pessoais, sociais ou políticos” e devem conduzir sua vida pública e privada “de forma que não prejudiquem a reputação da Corte, a dignidade de sua função nem a confiança em sua independência, imparcialidade, neutralidade e integridade”.

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    As diretrizes não têm força de lei nem há previsão de mecanismos de sanção formal, ou seja, não há penalidades automáticas em caso de descumprimento. Os ministros são encorajados a respeitar o código voluntariamente e eventuais conflitos são debatidos entre eles no plenário.

    O código foi escrito por uma comissão, que recebeu e adaptou sugestões debatidas entre os 16 ministros que compõem o Tribunal Constitucional da Alemanha, e aprovado consensualmente. No Brasil, Fachin designou a ministra Cármen Lúcia para relatar uma proposta semelhante para o STF, mas o projeto enfrenta resistências internas de uma ala do tribunal.

    O presidente do STF se reuniu em dezembro com o professor e ex-ministro Andreas Vosskuhle, que articulou a aprovação do código de conduta na Alemanha. A conversa por videoconferência serviu para Fachin entender como foi o processo de elaboração do texto naquele tribunal, tirar dúvidas e receber aconselhamento para trilhar o mesmo caminho no Brasil.

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