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Chefe do MP-RJ nega ter pedido quebra de sigilo de Flavio Bolsonaro

O procurador Eduardo Gussem afirmou que não houve nenhuma irregularidade no curso das investigações que envolvem Fabrício Queiroz

Por Leandro Resende - Atualizado em 21 jan 2019, 18h50 - Publicado em 21 jan 2019, 16h21

O procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Eduardo Gussem, negou nessa segunda-feira, 21, que o Ministério Público fluminense tenha solicitado a quebra do sigilo financeiro e bancário do senador eleito Flavio Bolsonaro (PSL-RJ) durante as investigações das movimentações financeiras de seu ex-assessor Fabrício Queiroz.

“Se alguém cometeu alguma quebra de sigilo não foi o Ministério Público, e sim o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que encaminhou essa documentação ao MP espontaneamente, de ofício, um relatório produzido no âmbito da Operação Furna da Onça”, afirmou o procurador-geral, que também destacou que não houve nenhuma irregularidade no curso das investigações.

Gussem explicou que o MP-RJ não irá recorrer ao Supremo Tribunal Federal para destravar a investigação sobre Flavio Bolsonaro, suspensa pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux na semana passada. Gussem destacou que foi enviado um ofício para que o senador eleito marcasse um depoimento para dar as explicações solicitadas pelo MP, e que Flavio Bolsonaro não é oficialmente investigado.

De acordo com reportagem do jornal O Globo do domingo 20, o Coaf apontou que Fabrício Queiroz movimentou 7 milhões de reais nos últimos três anos. Segundo o procurador -geral do MP-RJ, a movimentação não faz parte da investigação realizada pelo órgão.

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Gussem também afirmou que os 27 deputados estaduais mencionados no relatório do Coaf são investigados na esfera cível, por movimentarem dinheiro público, mas não confirmou se algum deles é investigado na área criminal. Foram abertos 22 procedimentos e quatro deputados estaduais já estiveram no MP para explicar as movimentações financeiras consideradas suspeitas pelo Coaf.

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