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Aeronáutica detecta erro em incidente com avião da TAM

Distância entra aeronaves era menos da metade do mínimo considerado seguro, de acordo com a Força Aérea. Investigação apurará responsabilidades

Por Gabriel Castro 24 Maio 2011, 11h49

O Comando da Aeronáutica abriu uma investigação para apurar a ocorrência em que um Airbus A319 da TAM precisou fazer uma manobra brusca para evitar uma possível colisão com uma aeronave de pequeno porte, nas proximidades de Brasília. O incidente ocorreu na noite desta segunda-feira e foi revelado pelo site de VEJA. Uma análise inicial, no entanto, já mostra que a distância mínima entre as aeronaves foi desrespeitada.

“A análise preliminar aponta que a menor distância lateral entre as aeronaves foi de 3,5 quilômetros. Esta distância infringiu a distância mínima de segurança prevista”, diz uma nota divulgada pela Aeronáutica nesta terça-feira. O espaçamento entre as aeronaves, que seguiam na mesma faixa de altitude, deveria ser pelo menos oito quilômetros. Os 3,5 quilômetros que teriam sido a distância mínima entre as aeronaves podem ser percorridos por um jato A319 em aproximadamente quinze segundos.

O texto divulgado pelo Comando da Aeronáutica diz, no entanto, que as aeronaves seguiam em rumos paralelos, e não em direções opostas. Por isso, não seria possível afirmar que havia uma colisão iminente. A Força Aérea vai analisar as gravações de radar e das comunicações entre as aeronaves e a torre de comando para apurar de quem foi a responsabilidade pela ocorrência. Se ficar comprovado que houve falha do controlador de voo, o responsável deve passar por uma espécie de reciclagem.

O Airbus A319 da TAM seguia de Congonhas para Brasília na noite desta segunda-feira quando o comandante recorreu a uma mudança repentina de altitude, para alterar a rota do jato e se afastar de uma pequena aeronave. Após a manobra, o piloto relatou a situação aos passageiros.

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