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A ficha do ‘esquerdista’ Alckmin segundo os espiões do regime militar

Candidato à vice-presidente na chapa de Lula, o ex-tucano foi vigiado pelo regime militar, que nunca encontrou nada que desabonasse sua conduta

Por Hugo Marques Atualizado em 20 mar 2022, 16h55 - Publicado em 20 mar 2022, 13h07

O ex-governador Geraldo Alckmin surpreendeu o mundo político e os eleitores do PSDB ao admitir a possibilidade de ser candidato a vice na chapa do ex-presidente da Lula. Era uma parceria, até pouco tempo atrás, inimaginável. As convicções na política, porém, são voláteis. No PT, os grupos mais à esquerda criticam a aliança.  Lula, o mentor da provável união, agora tem mais um bom argumento para aplacar os radicais. Durante o regime militar, o ex-tucano era visto como um político de esquerda — e honesto.

Como a maioria dos políticos da época, Alckmin era vigiado pelos agentes da ditadura. Os arquivos da época mostram que ele foi alvo de mais de 40 relatórios do extinto Serviço Nacional de Informações e do Centro de Inteligência do Exército (CIE). O ex-governador não era considerado um político “subversivo”, mas era monitorado devido à sua influência na ala  dissidente do MDB, que mais tarde daria origem ao PSDB.

Em 1986, Alckmin foi eleito deputado Constituinte,  a ditadura estava morrendo, mas os espiões continuavam observando a cena política. No Relatório de Informações daquele ano, o Centro de Informações do Exército (CIE) listou as principais atividades políticas do ano.  O documento discorre sobre as atividades da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, do clero progressista e lista sete constituintes católicos de maior relevância. Alckmin é um deles. O Exército classificou o ex-governador como “esquerdista, apoiado pelos progressistas”.

Geraldo Alckmin
Relatório Anual de Informações do Ministério do Exército reprodução/Reprodução
Geraldo Alckmin
Trecho do Relatório Anual de Informações do Ministério do Exército reprodução/Reprodução

Por vários anos, o SNI também bisbilhotou a vida de Alckmin para tentar descobrir eventuais atividades subversivas e desvios de conduta na área pública. Em 1983, o órgão produziu um documento com o perfil de Alckmin. Nos quesitos proficiência profissional, probidade administrativa e conduta civil, anotou: “há registros positivos”.

Bom para Lula e o PT.

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