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Ronaldinho Gaúcho e irmão chegam algemados para audiência no Paraguai

Os dois foram detidos por uso de documentos falsos; Justiça vai determinar qual medida de restrição será imposta

Por Da Redação - 7 mar 2020, 12h33

O ídolo do futebol Ronaldo de Assis Moreira, o Ronaldinho Gaúcho, e seu irmão Roberto Assis chegaram algemados para depor em uma audiência na Justiça do Paraguai neste sábado, 7. O jogador estava com as mãos cobertas. Segundo o Ministério Público do Paraguai, o juiz de plantão vai determinar qual será a medida restritiva ao brasileiro, que usou passaporte falso para entrar no país. No pior cenário para o ex-jogador, pode ser decretada uma prisão preventiva.

Os dois passaram a noite no quartel do Grupamento Especializado da Polícia, após serem oficialmente acusados pela posse de documentos paraguaios adulterados. Eles haviam sido detidos na noite de sexta-feira em um hotel cinco estrelas de Assunção. Ronaldinho dormiu em uma cama de solteiro dentro de uma sala administrativa, habilitada como cela no chamado “quadrilátero” do Grupamento, relatou o chefe do quartel, comissário Blas Vera.

A poucos metros do dormitório improvisado estão presos um político paraguaio famoso, acusado de corrupção, e Ramón González Daher, ex-presidente da Associação Paraguaia de Futebol. Os chamados presos especiais – alguns deles acusados de narcotráfico – cumprem penas no mesmo prédio. O ex-jogador, vencedor do prêmio Bola de Ouro de 2005, recebeu diversas visitas e pediu comida em uma rede de fast food para jantar pouco antes da meia-noite. Um dos visitantes lhe entregou uma bolsa com roupas de cama, e dois advogados que deixaram o prédio saíram com mochilas supostamente pertencentes a Ronaldinho e seu irmão, que continham pertences pessoais, mudas de roupas e produtos de higiene.

Ronaldinho e seu irmão foram presos no hotel quando eles tinham acabado de chegar do Palácio da Justiça, onde depuseram por cerca de sete horas diante do juiz do caso, Mirko Valinotti. O magistrado havia dito aos repórteres que Ronaldinho estava livre, mas indicou que ele havia devolvido o arquivo ao Ministério Público. A Procuradora-Geral do Estado, Sandra Quiñonez, ordenou a substituição dos promotores do caso, que recomendavam a liberdade dos brasileiros.

O novo representante do Ministério Público no processo, Osmar Legal, ordenou a captura de ambos e seu encaminhamento para a sede do Grupamento Especializado. O brasileiro Wilmondes Sousa Lira, suposto representante do ex-jogador, foi acusado sob suspeita de produção de documentos falsos e associação criminosa. As paraguaias María Isabel Gayoso e Esperanza Apolonia Caballero foram acusadas sob suspeita de abuso de documentos de identidade e associação criminosa. As mulheres eram donas dos passaportes que foram adulterados e cedidos aos brasileiros.

(Com AFP)

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