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Renato se consolida como ídolo máximo dos gremistas

Herói dos títulos de 1983, ex-atacante se tornou o primeiro brasileiro a vencer a Libertadores como jogador e técnico

Por Da redação Atualizado em 30 nov 2017, 10h31 - Publicado em 29 nov 2017, 23h50

Renato Portaluppi, Renato Gaúcho ou simplesmente Renato. O tricampeonato do Grêmio na Copa Libertadores conquistado nesta quarta-feira em Buenos Aires consolidou ainda mais o nome do eterno camisa 7 como o maior ídolo da história do clube de Porto Alegre. Ao conquistar a Copa do Brasil no ano passado, Renato já reivindicou a construção de uma estátua na Arena. Após mais um título continental, é possível que o irreverente treinador vá além e peça para batizar o moderno estádio.

No antigo, o Estádio Olímpico, Renato começou a construir sua carreira de sucesso em 1982. Ponta direita com grande técnica e personalidade, logo ganhou espaço no time e se consagrou em 1983, aos 21 anos. Na final da Libertadores contra o Peñarol, executou um lindo cruzamento para o gol do título – marcado por César. No Mundial de Clubes, barbarizou a defesa alemã do Hamburgo na vitória por 2 a 1. Estes dois títulos e mais os Campeonatos Gaúchos de 1985 e 1986 –  sem falar nos incontáveis dribles e vitórias contra o Inter – já bastariam para colocá-lo entre os maiores ídolos do tricolor, ao lado de Danrlei, Jardel, De León, Eurico Lara e outros. Mas Renato, que passou a maior parte da carreira no Rio (se dividia entre o futebol no Maracanã e o futevôlei regado a chope nas praias) ampliou ainda mais sua obra como treinador.

  • Acumulou duas passagens sem títulos em 2010/2011 e 2013, sem jamais arranhar sua imagem de ídolo. No retorno em 2016, o falastrão Renato causou certo incômodo, inclusive entre os colegas de prancheta, ao comentar sobre seu perfil menos “acadêmico”. “Quem não sabe vai à Europa estudar. Quem já sabe tudo vai à praia.” Meses depois, se explicou: “Estudo do meu jeito.” De fato, quaisquer que sejam seus métodos, Renato se mostrou um técnico indiscutivelmente competente.

    Deu padrão de jogo ao time, recuperou atletas contestados (como Cícero), pescou talentos (como Arthur), deu moral aos mais talentosos (Douglas e depois Luan, seu “herdeiro” da camisa 7), soube mesclar a garra gaúcha com a técnica e ousadia que sempre o caracterizaram. Fez de tudo para vencer novamente em Porto Alegre – recorreu até ao controverso drone – e o fez. Ganhou primeiro a Copa do Brasil de 2016, encerrando uma fila de 15 anos sem títulos nacionais. Em 2017, com um elenco enxuto, praticamente abriu mão da disputa do Brasileirão para focar no tri da América. Manteve suas convicções em uma aposta arriscada. Mais uma vez, a ousadia de Renato, a mesma com a qual encarou defensores alemães em Tóquio, foi premiada.

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