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No carisma e na eficiência, Islândia para a Argentina de Messi

Craque do Barcelona errou pênalti e não conseguiu superar a bem montada defesa viking

Por Fernando Beagá Atualizado em 16 jun 2018, 14h09 - Publicado em 16 jun 2018, 12h29

Um dia após Cristiano Ronaldo anotar três gols e se autoproclamar ‘o melhor de todos os tempos’, seu antagonista, Lionel Messi, não conseguiu responder à provocação. Foi discreto, errou pênalti e sua Argentina apenas empatou em 1 a 1 contra a Islândia, na abertura do grupo D da Copa do Mundo da Rússia. Tanto CR7 quanto Lionel deixaram a primeira rodada com empates, mas enquanto o português conquistou o ponto de sua seleção com belíssima cobrança de falta, as cobranças de ‘La Pulga’ ficaram na barreira. O mundo acompanha esse embate com entusiasmo e também aplaude o “grito viking” (urros acompanhados de palmas sincronizadas) da torcida do segundo time de todos.

O técnico Jorge Sampaoli, que desde que assumiu tenta encontrar uma formação tática que proteja sua frágil defesa, optou por uma linha com zagueiros, que sofreu com a rapidez dos avanços em bloco dos atrevidos islandeses. Os vikings levaram à extrema eficiência o clichê do ‘saber sofrer’ durante o primeiro tempo. Tiveram somente 26% de posse de bola (trocaram apenas 45 passes, contra 218 da Argentina), mas finalizaram tanto quanto os hermanos (sete contra oito). E com mais perigo. O goleiro Caballero viu o chute de Bjarnason passar raspando sua trave direita e teve que defender o forte arremate de Gylfi Sigurdsson aos 45 minutos. Quando sofreram o gol de Kun Agüero, aos dezenove, os islandeses mantiveram sua proposta e empataram quatro minutos depois, com Finnbogason, autor de doze gols na última liga alemã, pelo Augsburg. E onde esteve Messi? Perigoso uma única vez, quando exigiu boa defesa de Halldórsson.

  • No segundo tempo, a Islândia não conseguiu repetir sua estratégia de contra-ataques. O jogo se desenvolveu apenas em seu campo, ataque contra defesa. E que defesa: a Argentina exigiu pouco do goleiro Halldórsson. De forma máxima, é verdade, aos dezenove minutos, quando ele espalmou a péssima cobrança de Messi — inadmissível um gênio da bola bater um pênalti a meia altura. Somente aos 42 o frio camisa 1 foi novamente decisivo ao espalmar cruzamento de Pavón. Nos instantes finais do ‘abafa’, ainda interceptou todos os desesperados lançamentos platenses.

    A Argentina tenta se redimir na quinta-feira, 21 de junho, contra a Croácia, às 15h. A Islândia enfrenta a Nigéria no dia seguinte, às 12h, fechando a segunda rodada do grupo D.

    Ponto alto

    Único país capaz de colocar mais de um por cento de sua população dentro de um estádio nesta Copa do Mundo, a Islândia mostrou seu carisma antes do apito inicial: o canto de seus torcedores foi aplaudido pelos argentinos.

    Ponto baixo

    A defesa argentina quase cedeu um gol à Islândia aos nove minutos e, no gol que sofreu, permitiu que a bola cruzasse sua área três vezes. O goleiro Caballero tampouco passou segurança. Um ataque tão poderoso e uma retaguarda de causar arrepios…

    Ficha do jogo

    Argentina 1 x 1 Islândia
    Local: estádio de Spartak, em Moscou. Árbitro: Szymon Marciniak (POL). Público: 44.190. Gols: Agüero, aos 19, Finnbogason, aos 23 do primeiro tempo.
    Argentina: Caballero; Salvio, Rojo, Otamendi e Tagliafico; Mascherano e Biglia (Banega); Meza (Higuaín), Messi e Di María (Pavón); Agüero. Técnico: Jorge Sampaoli.
    Islândia: Halldórsson; Saevarsson, Ragnar Sigurdsson, Árnason e Magnússon; Gunnarsson (Skúlason), Hallfredsson, Gudmundsson (Gíslason) e Bjarnason; Gylfi Sigurdsson e Finnbogason (Sigurdason). Técnico: Helmir Hallgrímsson.

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