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Infantino é reeleito na Fifa e diz que entidade deixou de ser ‘tóxica’

Dirigente, que era candidato único à presidência, lembrou que última eleição aconteceu em meio a escândalos de corrupção; mandato vai até 2023

O suíço Gianni Infantino foi reeleito nesta quarta-feira, 5, para a presidência da Fifa até 2023. O dirigente de 49 anos era o único candidato é foi escolhido por aclamação pelos membros das 211 federações que compõem a entidade. O Congresso foi realizado em Paris.

Infantino comanda a Fifa desde fevereiro de 2016, após a renúncia de Joseph Blatter em meio aos escândalos de corrupção que atingiram a entidade. Seu antecessor cumpre seis anos de suspensão do futebol por má conduta financeira.

‘Uma nova Fifa’

“Os últimos três anos e quatro meses não foram perfeitos. Certamente eu cometi erros e tentei melhorar e fazer melhor, mas, hoje ninguém fala sobre crise. Ninguém fala em reconstruir a Fifa do zero. Ninguém fala sobre escândalos. Ninguém fala sobre corrupção”, discursou Infantino ao ganhar o novo mandato.

“Essa organização passou de tóxica, quase criminosa, para o que deveria ser: uma organização que desenvolve o futebol, uma organização que se importa com o futebol. Nos transformamos em uma nova Fifa, uma organização que é sinônimo de credibilidade, confiança, integridade, igualdade e direitos humanos.”

Infantino afirmou ainda que seguirá “trabalhando duro” nos próximos anos para melhorar o esporte. Ele defendeu realizar uma “revolução” no sistema de transferências e valorizar o futebol feminino.

(Com Estadão Conteúdo e AFP)